R$7,8 bilhões é o valor investido atualmente pelo governo estadual, em habitação e infraestutura, através da sua Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, entre obras em andamento ou já licitadas. A meta, no entanto, é finalizar o ano contabilizando R$8 bilhões. A informação foi levada ao Sinduscon-PE na segunda-feira, 20, pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, Rodrigo Queiroz, durante a reunião-almoço da entidade. Na ocasião, Rodrigo Queiroz esteve acompanhado pelos secretários executivos Pedro Ribeiro (Periferias) e Francisco Sena (Desenvolvimento Urbano), e pelos diretores-presidentes da Cehab, Paulo Lira, e da Pernambuco Participações e Investimentos - Perpart, Francisco Amaral, entre outros integrantes da secretaria.
Durante a conversa com os diretores do Sinduscon-PE e gestores das empresas associadas, os representantes da Seduh-PE apresentaram um relatório da gestão contemplando desde o viés habitacional - com o programa Morar Bem Pernambuco e com a conclusão de obras de residenciais do Minha Casa, Minha Vida, paralisadas em 12 municípios - até obras de mobilidade urbana, contenção de encostas e equipamentos de saúde e de segurança.
No momento, a Seduh contabiliza uma carteira de investimentos englobando mais de mil intervenções, promovendo a geração de mais de 10 mil empregos diretos. O desdobramento dos recursos em execução em Pernambuco abrange setores como Desenvolvimento Urbano (R$ 2,4 bilhões), Educação e Esporte (R$ 1,4 bilhão), Saúde (R$ 972 milhões), Infraestrutura (R$ 965 milhões), Produção Habitacional (R$ 655 milhões), Segurança Pública (R$ 613 milhões), Convênios Municipais (R$ 529 milhões) e Melhorias Habitacionais (R$ 213 milhões).
A evolução do desembolso anual da Seduh registra uma passagem de R$ 123,7 milhões, em 2023, para uma projeção de R$ 3,0 bilhões em 2026. “A nossa atuação envolve o monitoramento da execução física e financeira dos empreendimentos, com foco no cumprimento dos cronogramas, das especificações técnicas e das normas aplicáveis. O diálogo com as entidades dos setores especializados contribui para o aperfeiçoamento dos processos e para o desenvolvimento das ações relacionadas à infraestrutura e à habitação no Estado”, pontua o secretário Rodrigo Ribeiro, à frente da pasta.
De acordo com eles, a carteira de obras da Seduh e da Cehab alicerça um ciclo de transformações estruturais em Pernambuco, somando mais de R$ 1,8 bilhão em investimentos distribuídos para atuar em paralelo ao desenvolvimento sustentável, à resiliência urbana e à integração com os municípios.
Segundo Francisco Sena, secretário executivo de Desenvolvimento Urbano, a carteira de investimentos segue critérios de planejamento, viabilidade técnica e controle de execução físico-financeira. “Acompanhamos de perto os canteiros vitais, como a contenção em Jardim Monte Verde e o alargamento da Pan Nordestina, ambos concluídos, enquanto garantimos celeridade no fluxo de licitações do Ilumina PE e dos convênios municipais, assegurando a conformidade técnica e a qualidade final de cada projeto”, ressalta.
O OLHAR DO SETOR
Para o presidente do Sinduscon-PE, Paulo Wanderley, os números apresentados condizem com o cenário de obras visto pelo estado, movimentando o setor. “Os números são impressionantes”, comentou, destacando também o diferencial que foi a reestruturação de órgãos como a Cehab e a Perpart, impactando diretamente os resultados alcançados.
Os construtores aproveitaram o momento de diálogo também para expor algumas de suas preocupações diante das mudanças que a reforma tributária imputará nos contratos de obras públicas a partir de 01 de janeiro de 2027, e propuseram a formação de grupo de trabalho para nortear essa transição. O secretário sinalizou todo interesse do governo em aderir a mais essa agenda junto ao Sinduscon-PE.
“Queremos fazer um grande grupo de trabalho, envolvendo juristas, empresários, governos e outros órgãos como a Procuradoria Geral do Estado – PGE e Tribunal de Contas do Estado – TCE, para que tenhamos um norte de como isso poderá ser tratado a fim de evitar paralisação de obras, que tem um custo imenso para o setor e para a sociedade”, concluiu Paulo Wanderley.