Com a memória da população recifense fortemente impactada pelos desastres provocados pelas chuvas e alagamentos na cidade, obras de macrodrenagem se fizeram indispensáveis para a obtenção do objetivo geral do ProMorar Recife: melhorar as condições de habitabilidade em áreas socioambientalmente vulneráveis da capital pernambucana. “Temos cada vez uma frequência maior de eventos extremos, com as chuvas, além disso temos uma grande influência das marés”, avaliou a secretária de Projetos Especiais da Prefeitura do Recife, Marília Dantas, durante a reunião-almoço do Sinduscon-PE, ocorrida na segunda-feira, 18.
Nem ela nem o chefe se furtaram a comentar sobre o cenário de inundações e alagamentos na cidade. De acordo com ela, os pontos mais graves são os impactados pela bacia do rio Tejipió. “Após essas grandes obras, vamos sim resolver os principais problemas de alagamento da cidade”, apontou.
“Não são obras fáceis ou pequenas, e merecem uma qualidade de projeto bem importante. Quando a gente fala que não existe uma solução única, é porque é uma narrativa real. É preciso esse conjunto de obras”, explicou aos representantes de empresas associadas ao Sinduscon-PE presentes. “É compreensível que as pessoas mais impactadas fiquem ansiosas para essas iniciativas funcionarem. Não é só urbanizar, a gente precisa de obras de macrodrenagem importantes”, ponderou ela, remetendo às críticas da população, ansiosa por uma solução final.
A secretária lembrou que quase 50% dos canais da cidade estão dentro da bacia do Rio Tejipió, daí a importância de priorizar essa região. De acordo com o relatório apresentado por ela e por João Charamba, a PCR identificou 545 comunidades de interesse social mapeadas pelo Atlas das Infraestruturas Públicas em CIS do Recife, com riscos ambientais de deslizamentos ou alagamentos, entre outros problemas sociais.
Os dados apresentados também sinalizaram 14 obras de macrodrenagem, sendo três concluídas e mais de 30 projetos de urbanização e macrodrenagem em andamento. Ao final do encontro, Marília Dantas propôs a realização de um workshop para conversar com as construtoras sobre os principais desafios que as novas obras trarão. “Poucas pessoas viram os projetos do ProMorar Recife com esse nível de detalhe visto hoje, aqui no Sinduscon”, finalizou.