Com análise técnica e provocações diretas ao empresariado, o economista Tiago Monteiro abriu a reunião-almoço do Sinduscon-PE, na segunda-feira,23, ao apresentar o cenário “Economia 2026 – Do risco fiscal às oportunidades globais”. Tiago foi convidado pela entidade para retomar o debate sobre as perspectivas econômicas para 2026, em conjunto com o jornalista Fernando Castilho. O colunista de Economia do Jornal do Commercio ampliou o debate ao trazer para o centro da discussão o peso das escolhas políticas e suas consequências econômicas, lembrando que “fizemos as escolhas em uma democracia, e optamos por esse caminho”, ao provocar uma reflexão sobre responsabilidades no ambiente eleitoral que se aproxima.
Em sua apresentação, Tiago Monteiro iniciou com a contextualização do macro cenário nacional e internacional, ambientando os dados divulgados para a Indústria da Construção Civil e segmento imobiliário. “Foi muito produtivo, uma vez que trouxemos dados atualizados, promovendo uma interação interessante com os empresários presentes”, comentou. “Tivemos perguntas bem profundas com relação à taxa de juros, risco público e ao impacto da reforma trabalhista, por exemplo. Trouxemos dados e saímos todos com mais planejamento e ideias para todos”, explicou.
A expectativa dele é de que agora em março seja feita a primeira redução do ano da taxa Selic. “Negócios e empreendimentos que são sensíveis à taxa de juros, como parte do negócio dos senhores aqui, tendem a ter bons resultados.”
Foi justamente a partir das informações e números trazidos pelo economista, que Fernando Castilho iniciou as suas colocações na conversa com os associados ao Sinduscon-PE. Sobre a questão da dívida pública, colocada por Monteiro - ele acredita que fechará 2026 próximo a 80% do PIB, ressaltou que a maioria dos países que registram crescimento em sua economia, crescem devendo, como uma parte planejada e previsível de sua estratégia.