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Sinapi

Caderno Técnico de Fôrmas e Estruturas de Concreto Armado

Sobre a composição "MONTAGEM E DESMONTAGEM DE FÔRMA DE VIGA, ESCORAMENTO COM GARFO DE MADEIRA, PÉ-DIREITO SIMPLES, EM CHAPA DE MADEIRA PLASTIFICADA, 10 UTILIZAÇÕES. AF_12/2015" (cód. 92467), foi questionado se as perdas consideradas para reutilização das formas, contemplaram adaptações necessárias? Quando não há repetição nas estruturas, ou seja, quando a forma tem de ser reaproveitada em estruturas variáveis, que solicitam cortes e emendas para adaptação das mesmas.

Em retorno fomos informados de que o consumo de fôrmas para estruturas de concreto está relacionado ao número de reutilizações que o tipo de fôrma permite, à quantidade de reforma e reposição de peças devido a danos causados durante a desfôrma, ao número de pavimentos a serem executados e, ainda, ao plano de desfôrma, que prevê, por exemplo, faixas de reescoramento de laje. As perdas decorrentes das reutilizações em estruturas não repetidas são de difícil mensuração em obra, sendo, na maioria das vezes, específicas para cada obra. Assim, analisando o SINAPI como um sistema referencial que deve ser utilizado como um balizador para o custo de obras de todo país, não é factível que se pondere todas as variáveis possíveis ao se considerar as possíveis perdas no processo de reutilização de fôrmas em estruturas que não repetidas.

Observamos que para as composições de concretagem "com grua" onde não foi verificado os custos com este equipamento.Onde de fato deve ser considerado este custo na composição?

O SINAPI informou que a concretagem de Estruturas de Concreto Armado feita com uso de gruas contempla os esforços de mão de obra para realizar a concretagem quando feita com esse tipo de equipamento. Os custos pertinentes ao mesmo deverão ser apropriados e incorporados na planilha orçamentária como custos indiretos.

Questionamos novamente as composições com uso de GRUA, o custo deve ser atribuído na planilha orçamentária como custo indireto, conforme retorno encaminhado em 01 de novembro de 2016. Porém, gostaríamos de solicitar que a informação “exclusive custo da grua” fosse introduzida na descrição destas composições, já que no caso das com uso de BOMBA o custo da mesma está previsto na composição, diferentemente da GRUA, não ficando clara essa distinção.

O custo de uso da bomba incluído no preço do insumo de concreto usinado (“inclusive bombeamento”). O que está sendo avaliado para as situações com uso de bomba, elevador, grua, cremalheira ou balde é o impacto na produtividade da mão de obra ao se adotar alguma destas alternativas e não o custo de uso dos equipamentos. Tal entendimento já foi amplamente difundido e esclarecido aos usuários do sistema.

Solicitamos uma análise para reflexão a respeito da situação do coeficiente do carpinteiro, no momento da concretagem, principalmente em situações de um único bloco ou prédio, em que o carpinteiro tem de estar à disposição enquanto as peças são concretadas, aguardando a liberação das frentes de trabalho para que a forma seja retomada. No caso, a equipe não teria de ser considerada na etapa de concretagem, à disposição da execução deste serviço?

Em retorno a equipe do SINAPI esclareceu que o "carpinteiro de fôrmas" considerados nas composições de concretagem foi o profissional responsável por verificar a integridade das fôrmas durante toda a operação. Não ficou claro o objetivo da reflexão proposta.

Na composição de FABRICAÇÃO DE FÔRMA PARA PILARES E ESTRUTURAS SIMILARES, EM CHAPA DE MADEIRA COMPENSADA RESINADA, E = 17 MM. AF_12/2015 (código 92263), foi identificado a diminuição do coeficiente do carpinteiro de 1,656h/m², coeficiente aferido desde dezembro/15 e que permaneceu até a versão 05 deste Caderno, passando para 1,38h/m² na versão 06, publicada em 14 de março de 2017, já que os coeficientes de consumos dos itens componentes das composições foram obtidos por meio de medições em campo, com apoio da FDTE – Fundação para Desenvolvimento Tecnológico em Engenharia, instituição vinculada à USP e com parceria de outras renomadas instituições de pesquisa?

Em retorno foi informado que não houve diminuição da mão de obra necessária para execução do serviço. O que houve foi a inserção do “Operador de Máquinas e Equipamentos” na composição de CHP e CHI para serra circular. Por isso, foi preciso adequar o coeficiente do carpinteiro para que o serviço de corte da madeira não ficasse duplicado na composição.