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Sinduscon-PE e GBC Brasil promovem III Sustencons e X Seminário Pernambucano de Construção Sustentável

No período de 27 de novembro a 01 de dezembro, a sede do Sinduscon-PE será palco dos dois maiores eventos no estado enfocando a sustentabilidade no setor da construção: o X Seminário Pernambucano de Construção Sustentável e a III Sustencons, promovidos através da parceria entre o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco e do Greenbuilding Brasil Council – GBC Brasil.

No cenário atual, a adoção de práticas sustentáveis pela inciativa privada e poder público já está mais difundida. Seguindo a mesma linha, o cidadão e potencial consumidor também começa a valorizar e quantificar tais iniciativas. É dentro dessa evolução verde que se encaixam os temas que serão discutidos nas palestras constantes na programação do seminário e os produtos e sistemas que estarão em exibição na III Sustencons.

De acordo com o diretor de Ciência e Tecnologia do Sinduscon-PE, Serapião Bispo, à frente dos dois eventos, fazer parte desse debate é se posicionar como integrante deste presente indiscutível, bem como de um futuro irrevogável. “A Indústria da Construção Civil segue um caminho sem volta rumo à racionalização dos processos, redução dos desperdícios e a adoção de práticas sustentáveis não só em seus canteiros, como também por parte dos seus fornecedores e prestadores de serviço”, enfatiza.

X Seminário – O X Seminário Pernambucano de Construção Sustentável ocorrerá no auditório do Sinduscon-PE e é voltado para o público composto por construtores, engenheiros, arquitetos e outros profissionais da cadeia produtiva da construção civil, além dos estudantes dessas categorias profissionais.
Serão dez palestras, ministradas por personalidades de referência nacional e internacional, que abordarão temas como “Edifícios de escritórios com valor verde - Evidência empírica de São Paulo”, “Net Zero Buildings - Programa Global para o alcance das metas da COP Paris”, “Eficiencia Energética para Green Buildings”, “ROI - Retorno do Investimento da Geração de Energia Solar Fotovoltáica em Edificações” e “Certificação GBC Brasil Casa e Condomínio”, entre outros.

Concluído o período de palestras, o X Seminário será finalizado com uma visita técnica no dia 01 de dezembro, ao edifício sede de Suape, que recebeu o selo LEEd Gold, um certificado de reconhecimento mundial dedicado à obras com elevado grau de sustentabilidade tanto em seu processo construtivo quanto no seu uso.

III Sustencons – Acontecendo pela segunda vez na área térrea da sede do Sinduscon-PE, a III Sustencons reunirá 14 empresas expositoras com produtos e métodos construtivos consonantes com os diversos conceitos de sustentabilidade. Entre eles estão confirmados a Astra ( Louças e metais sanitários), Lamieco ( revestimento ecológico), Parcus ( canaletas para retrofit), a Marreto (Estrutura metálica para telhados), MF Artefatos (Paredes em painéis de concreto leve – Light Wall), Vucan ( Impermeabilizantes) e Milatec ( telhados ecológico). A Fabrimar e a LDX também estarão presentes não só como expositoras, mas como patrocinadoras do evento. Também no espaço térreo do Sinduscon-PE o visitante poderá participar da visita guiada pela casa sustentável construída em caráter permanente no local.
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Durante a Sustencons e o X Seminário, também serão realizados na sede do Sinduscon os seguintes cursos: Certificação Casa e Condomínio (GBC Brasil), Zero Energy (GBC Brasil), LEED GA (GBC Brasil) e LEED AP BD+C (GBC Brasil). Inscrições e valores relativos ao seminário no portal www.movimentovidasustentavel.com.br/sustencons. A visitação à Sustencons é gratuita, bastando fazer com antecedência o credenciamento online, também pelo portal. Quanto aos valores dos cursos, os interessados devem entrar em contato com o Sinduscon-PE ( 81 2127-0600)
As palestras ocorrerão das 14h às 21h, mesmo horário de funcionamento da Sustencons.

  • Informações:

    Evento:
    X Seminário Pernambucano de Construção Sustentável
    27 até 30 de novembro ( palestras) e 01 de dezembro ( visita técnica)
    III Sustencons – 28 de novembro até 01 de dezembro
    Local: Sinduscon-PE – Rua Marques do Amorim, 136, Ilha do Leite, Recife/PE | CEP: 50.070-330
    www.movimentovidasustentavel.com.br | (81) 2127-0600

  • Assessoria de Comunicação:


    Contatos com Imprensa:
    Gabriela Vasconcelos
    81 981735225

A História de Uma Licitação

Em uma sociedade organizada, é preciso que seja montada a infraestrutura necessária para atender as necessidades das comunidades que a compõe. Dentro dessas necessidades, existem aquelas que são solucionadas através da iniciativa privada e outras que são responsabilidades do poder público.
Acontece que o poder público, no caso do Brasil, cujos representantes do Poder Executivo são eleitos pelo povo, tem a função de perceber e coordenar a execução de projetos como escolas, rodovias, rede de distribuição de água, rede de coleta de esgotos, entre outros.

A forma adotada por nossa legislação para colocar na prática as soluções idealizadas para solucionar as demandas colocadas pela sociedade é a realização de licitações. Licitações são concorrências abertas com o intuito de reunir propostas de diversas empresas para a realização do seu objetivo. Nessa fase, o órgão contratante descreve o que está precisando, informa em que tempo pretende que a obra esteja concluída e estipula um valor que está disposto a pagar por esse serviço com base em tabelas de preços. Tabelas essas elaboradas pelo setor públicos e vigentes na época da licitação.
Após o tempo pré-determinado para o envio das propostas, é escolhida a empresa a ser contratada. No caso da construção civil, serão avaliados entre os concorrentes itens como o orçamento total e o arcabouço técnico da construtora.

Contando assim essa história, parece que tudo sairá dentro do esperado, dos prazos esperados, do preço contratado. Mas a realidade não tem sido esta. Isso ocorre porque desde o seu início o processo não vem sendo desenvolvido de forma eficiente.
Para que isso ocorresse, seria necessário que o órgão contratante, no momento da licitação, já disponibilizasse para os concorrentes um projeto bem feito e detalhado. Que as tabelas de preços estivessem em consonância com a realidade do mercado. E que os cronogramas de pagamento fossem respeitados para que os construtores, por sua vez, pudessem honrar com os compromissos assumidos perante seus funcionários e fornecedores.

Isso não vem acontecendo e na maioria das vezes não fica claro para a sociedade onde está o erro. A imagem negativa recai, em primeiro lugar, sobre as construtoras. Para reverter esse quadro, o Sinduscon-PE vem pleiteando junto aos órgãos contratantes mais compromisso na contratação dos projetos que originam os elementos da licitação, na atualização nas tabelas além de mais investimentos na contratação de um corpo técnico de engenheiros capacitados para desenvolver os projetos com os detalhes e estudos necessários para a elaboração de um orçamento mais assertivo e a definição de um cronograma de obras viável e exequível.

Se essa fosse a realidade e todos executassem seus devidos papéis, não haveria problemas como obras paradas ou acusações de superfaturamento. A fiscalização de todas as partes envolvidas tem um papel indispensável para a manutenção de um cenário pautado pela correção e previsibilidade na execução das obras.
A começar pela questão do superfaturamento. Ora, se as obras são licitadas com preços calcados nas tabelas estipuladas pelos próprios contratantes, como é possível que se feche um contrato superfaturado? A sugestão do setor ao Governo do estado, por exemplo, é que seja feita uma tabela de preços única para ser seguida pelas suas secretarias e autarquias. 
O cidadão comum poderia ainda apontar os famosos “aditivos” como uma forma de superfaturamento. Mas os mesmos são um instrumento legal com o objetivo de remunerar determinado serviço que não havia sido previsto pelo projeto de execução da obra ou por quantidades amaior ou amenor dos serviços previstos no contrato, documento no qual os orçamentos da construtora havia sido baseado por ocasião da licitação da obra. E como há tabelas de preços a serem seguidas contratualmente, para cada tipo de serviço, há um valor já estipulado. Apenas em casos não expressados nas tabelas adotadas é que a construtora deve então preparar uma composição de custos para justificar o valor pleiteado

Prevendo essas situações, a legislação brasileira permite que o valor contratado de uma obra seja majorado em até 25%. Tal prerrogativa é para permitir que se faça os ajustes necessário para conclusão da obra e não para haver beneficiários. A conclusão de uma obra esta diretamente ligada a projetos bem elaborados e definidos e não o que vem ocorrendo que uma obra de R$ 5 bilhões passe a custar R$ 10 bilhões.
A saída para todo esse imbróglio está posta de forma clara e objetiva. Basta que os órgãos contratantes deem esse passo. E que os construtores percebam a armadilha em que cairão com a participação em licitações de projetos mal elaborados, licitações essas conduzidas muitas vezes por órgãos que já não tem uma boa tradição em honrar os compromissos assumidos.

  • Fontes:

    Sinduscon-PE
    Diretoria de Obras Públicas