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Comunicação

O Construtor

Revista o Construtor | Ed. Nº 03 - 2013

Editorial - Geração de empregos na construção civil

Editorial - Geração de empregos na construção civil

Têm sido constante os questionamentos da imprensa sobre o nível de empregabilidade no setor da construção civil em Pernambuco e o destino desses trabalhadores com a conclusão das grandes obras estruturadoras do estado.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, temos no Brasil 3,2 milhões de trabalhadores da construção com carteira de trabalho assinada. No Nordeste são 845.789 e em Pernambuco, 154.074. Destes, 64.909 atuam na Região Metropolitana do Recife e 16.633, no setor imobiliário.

Os números falam por si só e colocam o setor da construção entre os maiores empregadores do país. Somos muitas vezes o primeiro emprego da população economicamente ativa com menor preparo e servimos, a partir da capacitação dentro do canteiro de obras como trampolim para posições melhores no mercado de trabalho seja ainda no setor ou nos novos polos industriais que surgem após a entrega das obras.

É fato que 2013 não tem sido “o melhor dos anos”. Depois de muito tempo o setor apresenta números declinantes, mas isso porque estamos vindo de uma base alta, que alcançou em Pernambuco o seu pico entre 2010 e 2011. O final das obras de Suape, com ênfase na refinaria e na petroquímica, que juntas somaram sozinhas 50 mil empregos, contribuiu para esse cenário atual. 50 mil pessoas é um contingente maior do que a população de 80% dos municípios pernambucanos. É muita gente.

Por outro lado, há muito o que comemorar se o comparativo for feito com o cenário de dez anos atrás. Nesse caso o crescimento é de quase 300%. O nível de qualificação também é muito superior. Os operários são mais técnicos e recebem salários melhores. Com os novos polos econômicos, boa parte dos desempregados da construção vão ser qualificados em outras áreas e vão mudar de função graças ao trabalho extraordinário do Sesi e do Senai. Novas obras também estão despontando no Litoral Norte e no interior do estado. E assim o ciclo do emprego da construção segue o seu curso.

Por Gustavo de Miranda, presidente do Sinduscon-PE