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A Inflação da Construção - Sinduscon PE

A Inflação da Construção

12/06/2021 -Fonte: Jornal do Commercio - JC Negócios

Ficou pronto o estudo mensal da Câmara Brasileira da Indústria da Construção analisando os preços dos insumos contidos no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que apontou no mês de maio crescimento de 2,22%, chegando a 7,41% no ano e 15,26% em 12 meses. O número agregado, entretanto, não revela claramente o que aconteceu no setor nem a expansão da inflação. O custo com materiais e equipamentos, em alta pelo 11º mês consecutivo, apresentou crescimento expressivo: 2,81% - cravando um aumento de inacreditáveis 32,81% (um recorde para o incremento nos custos com insumos do setor na avaliação em 12 meses). O problema desse estouro é o efeito perverso que esse aumento exerce sobre o setor especialmente nas obras públicas, que sem reequilíbrio econômico nos contratos, têm os projetos já iniciados passíveis de inviabilização, já que as construtoras não conseguem absorver altas tão expressivas. O aumento de 32,81% no bloco de materiais e equipamentos é o maior da série histórica iniciada em 1998. Segundo a CBIC, esses aumentos no mercado imobiliário já interferem nos cronogramas de lançamentos de novas unidades, que podem ser adiados em função da incerteza do futuro. A falta de previsibilidade para a solução desse problema, diz o documento, completará um ano em junho.

- Crescimento do Aço e do Cimento

Segundo a CBIC, as maiores altas no custo com materiais e equipamentos, dentro do INCC referente a maio de 2021, foram nos tubos e conexões de ferro e aço, vergalhões e arames de aço ao carbono, tubos e conexões de PVC, esquadrias de alumínio, elevador e argamassa. Mas no índice estão itens de peso numa obra, como vergalhões e arames de ferro e aço, por exemplo, que aumentaram 71,93% em um ano. O custo do cimento, que é determinante em qualquer obra, chegou a subir 28,63% em 12 meses.



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