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PF apura desvios de R$ 10 milhões

26/11/2020 -Fonte: Diário de Pernambuco - Local

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou a terceira fase da Operação Outline, que decorre da investigação de uma organização criminosa que atuava junto ao Departamento de Estradas e Rodagens de Pernambuco (DER) . O grupo é suspeito de desvios de recursos que deveriam ter sido empregados em obras e serviços geridos pelo órgão, como a Requalificação da BR-101 - trecho do Contorno Viário da Região Metropolitana de Recife. A organização, segundo a PF, também é investigada pela prática de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal, a atual fase da operação tem como objetivo a reposição de prejuízos causados pelo grupo sob investigação. Ontem foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão de bens, entre eles um veículo avaliado em R$ 190 mil e uma lancha avaliada em R$ 270 mil. Além de veículos, determinou-se o sequestro de apartamentos no Recife e em Gravatá, no Agreste do estado; joias e relógios de alto valor, um deles avaliado em mais de R$ 200 mil. Foi determinado também o bloqueio de contas bancárias. Estima-se um prejuízo superior a R$ 10 milhões com as atividades do grupo.

As medidas foram deferidas pela 13ª Vara da Justiça Federal, no Recife. As buscas foram realizadas nos municípios do Recife e em Paulista para apreensão de veículos e embarcação.

Os alvos das medidas cumpridas ontem são ex-servidores do DER-PE que foram responsáveis pela fiscalização e liberação de recursos da obra da BR-101 entre 2017 e 2019, e que, de acordo com a PF, tiveram acréscimo patrimonial incompatível com os seus rendimentos nos últimos anos. A Federal informou que apenas um irrisório percentual das movimentações financeiras desses investigados era decorrente de salários.

A PF comunicou que o valor total do contrato firmado para execução dos serviços supera o valor de R$ 190 milhões, dos quais a maior parte foi de repasses do governo federal para o estado de Pernambuco, sob a gestão do DER-PE. De acordo com relatórios de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) e Tribunal de Contas do Estado (TCE), a obra vem sendo executada com material - incluindo asfalto - de baixa qualidade e pouca durabilidade, o que pode estar afetando trechos de rodovias já entregues.

Números

R$ 190 milhões o valor total do contrato firmado para execução dos serviços pela empresa

R$ 270 mil é o valor do lancha apreendida

R$ 190 mil é o preço de um carro que estava sob poder dos investigados

R$ 200 mil é o valor de um relógio de luxo pego com os investigados



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