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Fonte: JC Premium | 27 de fevereiro de 2018

Vendas de imóveis registram alta

Recife foi uma das capitais do Nordeste que impulsionaram o crescimento das vendas de imóveis no País em 2017. De acordo com balanço da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), no ano passado, a capital pernambucana teve uma alta de 53,4% nas vendas, enquanto o Brasil contabilizou 9,4% mais imóveis vendidos em comparação com 2016.

Em contrapartida, a alta da quantidade de distratos, quando o cliente desiste da compra, acabou elevando também o estoque, que passou de 13.234 imóveis no final de 2016 para 13.672 ao fim do ano passado, enquanto o País registrou uma queda de 12,3% do número de imóveis em oferta final para venda em 2017.

Segundo o Cbic, a alta do estoque não foi suficiente para provocar queda de preços no Recife, que poderão subir a partir do terceiro trimestre, seguindo a tendência nacional.

Segundo o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Cbic, Celso Petrucci, a margem de preço de imóveis prontos para a venda deve se manter em toda a Região Metropolitana do Recife (RMR) pelo menos até o segundo trimestre de 2018. "Ainda é um bom momento para a compra de imóveis na RMR. O mercado no entorno da capital pernambucana acaba tendo muita oferta de empreendimentos destinados a programas como o Minha Casa Minha Vida. Já os imóveis de médio, médio-alto e alto padrão foram os que mais sofreram com as questões dos distratos porque são financiados por bancos privados e recorrentemente registram a rescisão unilateral dos contratos, aumentando assim o número do estoque na região", afirma.

Após a retração dos últimos três anos, o mercado espera uma recuperação que se traduzirá na alta dos preços. "Pela questão da oferta e da demanda, sabe-se que, passados esses três últimos anos, é muito provável que entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano já se sinta no mercado imobiliário como um todo a alta nos valores cobrados para a compra", assegura Petrucci.

Conforme os dados da Cbic, o ano passado fechou com 135 mil apartamentos à venda em todo o País, o menor número absoluto registrado pelo relatório desde o primeiro trimestre de 2016.