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Comunicação

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Fonte: Diário de Pernambuco | 26 de fevereiro de 2018

Queimando estoques.

Após dois anos de PIB negativo, crédito restrito e repasses atrasados para as construtoras participantes do Minha Casa, Minha Vida, o mercado imobiliário nordestino começa a deixar a má fase para trás. Com o setor comedido nos lançamentos, porém com mais ofertas de imóveis prontos na praça, o cliente que mirava um apartamento novo vem ajudando a queimar os estoques. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) revela dois importantes indicadores para que se chegue a esta constatação. O primeiro deles foi o crescimento de 29% das vendas em 2017, ante um apático 2016. Em termos percentuais, o Nordeste apresentou a melhor performance do país. A construção civil dos estados nordestinos encerrou dezembro com 21.912 unidades vendidas - quase o saldo de Norte, Centro-Oeste e Sul juntos, que responderam por 22,9 mil imóveis comercializados no ano passado. O menor preço médio para o metro quadrado em todo o Brasil (R$ 5.681) também está nestas bandas, o que, em tempos de juros baixos a reboque da Selic, pode se configurar numa boa oportunidade para adquirir as chaves. No recorte regional do estudo, a CBIC mostra ainda os estados que encabeçaram esta volta por cima. À frente do Grande Recife, estão as regiões metropolitanas de Fortaleza, João Pessoa e Maceió, que ocuparam do segundo ao quarto lugar do ranking nacional de vendas. O conjunto formado pela capital pernambucana e outras oito cidades, entre as quais o Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata, está no quinto lugar da lista.

Prontos para morar

O levantamento revela também que as construtoras do Recife ocuparam a 2ª posição do país, dentre 23 regiões analisadas, no tocante à quantidade de imóveis finais disponíveis à venda. O mercado recifense e os de outras cinco cidades responderam por 31,4% dos residenciais novos. Em todo o país, eram 135.051 unidades à disposição.