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Fonte: JC Premium | 25 de fevereiro de 2018

Integrapfio traria retorno aos cofres.

O planejamento da gestao de forma integrada pode trazer mais viabilidade econfimica e escala na destinapao dos residuos sfilidos nos 15 municipios da Regiao Metropolitana do Recife (RMR), segundo o coordenador do grupo de Residuos Sfilidos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fernando Juca. Somente para o leitor ter ideia, a Prefeitura da Cidade do Recife gasta mensalmente R$ 20 milhoes por més em servipos de limpeza — os quais incluem o aterramento do lixo em aterro sanitario.

“E positiva a gestao metropolitana com o compartilhamento das partes, incluindo o governo do Estado, o que é fundamental para dar certo. E os municipios devem ter pesos diferentes proporcionalmente de acordo com a gerapao de receitas, populapao e produpao de residuos”, atesta Juca.
Pelos calculos dele, a partir de 200 toneladas de residuos diarios ja seria possivel ocorrer uma redupao no prepo do atual servipo. “Somente a cidade do Recife gera 1625 toneladas por dia”, conta o pesquisador, argumentando que a gestao integrada teria solupoes especificas para as cidades grandes e outras destinadas as pequenas. Ele também adianta que alguns recursos repassados pelo Estado aos municipios poderiam ser usados para bancar esse servipo, como a verba do Fundo de Participapao dos Municipios (FPM) ou a cota- parte do Imposto Sobre Circulapao de Mercadorias e Servipos (ICMS), imposto estadual cuja parte da arrecadapao pertence aos municipios.
“Ainda estamos no século passado em termos de destina9ao de residuos”, lamenta Juca. A RMR ainda tern dois lixfies recebendo residuos, quando o certo era colocar o lixo em aterros sanitarios. A coleta seletiva atinge uma parte pequena do total de residuos produzidos e, em toda a RMR, esta sendo aterrado material reciclavel, como por exemplo garrafa PET. “Para aterrar uma tonelada de garrafa PET os municipios pagam de R$ 50 a R$ 60 ao aterro sanitario. Se esse material for destinado a uma empresa recicladora pode gerar uma receita de R$ 1 mil a R$ 1,4 mil por tonelada”, explica o pesquisador.
Ele participou no comepo dos anos 2000 da elaborapao de um estudo, Metrfipole Estratégica, o qual previa a implantapao de uma forma metropolitana no tratamento de residuos, planejamento urbano, entre outros. O estudo foi publicado em 2005 e sugeria a implantapao de trés grandes aterros sanitarios: um no Su1, outro no Norte e o ultimo na Zona Oeste da Regiao Metropolitana para evitar que o lixo percorresse grandes distancias. Somente como exemplo, os residuos de Olinda vao para Paulista, sendo aterrados em Igarassu a 21 quilometros de distancia.

“As coisas nao aconteceram. E muito triste. Uma das coisas que fez esse sistema planejado para o comepo dos anos 2000 dar errado era que uma cidade do porte de Arapoiaba tinha o mesmo peso no voto do que o Recife”, lembra Juca. E o raciocinio dele é complementado pela professora do programa de pos-graduapao em Desenvolvimento Urbano da UFPE, Norma Lacerda: “E claro que a politica pode atrapalhar o andamento de uma gestao metropolitana, mas é importante que isso ocorra, porque ja vivemos como uma grande cidade”, conclui.