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Diário de Pernambuco - Economia | 03 de novembro de 2017

Quase 13 mi estão sem emprego

Apesar da melhora recente, o país ainda contava com 12,961 milhões de pessoas em busca de emprego no terceiro trimestre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem. O resultado significa que há mais 939 mil desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um aumento de 7,8%.
O total de ocupados cresceu 1,6% no período de um ano, o equivalente à criação de 1,462 milhão de postos de trabalho. Como consequência, a taxa de desemprego passou de 11,8% no terceiro trimestre de 2016 para 12,4% no terceiro trimestre de 2017. No mês de setembro, entretanto, o país tinha 179 mil brasileiros a mais trabalhando em relação a setembro do ano passado.
A construção civil cortou 268 mil postos de trabalho no período de um ano, segundo a Pnad. O total de ocupados na atividade encolheu 3,8% no terceiro trimestre de 2017 ante o mesmo período de 2016. Também houve corte de vagas no setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com menos 400 mil empregados, um recuo de 4,4% no total de ocupados.
Na direção oposta, a indústria criou 245 mil vagas no período de um ano, uma alta de 2,1% no total de ocupados no setor no terceiro trimestre ante o mesmo trimestre de 2016. O comércio contratou 410 mil empregados, alta de 2,4% na ocupação no setor. A atividade de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas - que inclui alguns serviços prestados à indústria - registrou um crescimento de 488 mil vagas em um ano, 5,1% de ocupados a mais.
Também houve aumento no contingente de trabalhadores de alojamento e alimentação (+562 mil empregados), outros serviços (+214 mil pessoas), transporte, armazenagem e correio (+117 mil ocupados), serviços domésticos (+27 mil empregados) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+51 mil vagas).
O mercado de trabalho perdeu 810 mil vagas com carteira assinada em um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 2,4% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior. Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 6,2%, com 641 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 4,0% ante o terceiro trimestre de 2016, com 163 mil pessoas a mais. (AE e Folhapress)