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Folha de Pernambuco - Portal / Economia | 25 de outubro de 2017

ECONOMIA Confiança dos industriais atinge maior nível em mais de quatro anos

Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela CNI somou 56 pontos no último mês,

Em alta pelo terceiro mês consecutivo, a confiança do empresário industrial atingiu, em outubro, o maior nível em mais de quatro anos. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) somou 56 pontos no último mês, no maior nível desde março de 2013 (57,1 pontos).

O indicador varia de 0 a 100 pontos. Quando estão acima de 50 pontos indicam empresários confiantes. De acordo com a CNI, este é o segundo mês consecutivo em que o índice está acima da média histórica de 54 pontos.

A confiança é mais alta nas grandes indústrias, onde o Icei de outubro atingiu 58,6 pontos. O índice somou 54,3 pontos nas médias empresas e 52,3 pontos nas pequenas indústrias. Nas expectativas para os próximos seis meses, o Icei aumentou 0,4 ponto, fechando outubro em 58,8 pontos. De acordo com a CNI, a tendência é que o indicador repita o desempeno nos próximos meses.

Formado pelas avaliações dos empresários em relação às condições atuais e futuras das empresas e da economia, o Icei, segundo a confederação, antecipa tendências de investimento na indústria. Para a CNI, o aumento do otimismo indica que os empresários estão mais dispostos a investir, criando empregos e contribuindo para a retomada do crescimento econômico.

Feita entre 2 e 17 de outubro, a pesquisa ouviu 3.097 empresários industriais em todo o país. Desse total, 1.208 são empresas pequenas, 1.175 são médias, e 714 são de grande porte.

No Nordeste, a avaliação pernambucana só supera a de Alagoas e a de Sergipe no ranking do Dnit. Na Paraíba, por exemplo, 82% das BRs foram consideradas boas. A avaliação é a mesma na Bahia e ainda melhor no Piauí: 83%. “Pernambuco está praticamente empatado com Alagoas, Ceará e Sergipe, perdendo também para o Maranhão”, disse o presidente da Associação Nordestina de Logística (Anelog), Fernando Trigueiro.

Segundo Trigueiro, outros estados melhoraram a sua avaliação por meio de concessões rodoviárias à iniciativa privada, que ainda são tímidas em Pernambuco - no Estado, as concessões se limitam à Rota do Atlântico, em Suape, e à Rota dos Coqueiros, no Paiva. Ele disse ainda que, aqui, os principais problemas estão na BR-101 e na BR-232, que estão esburacadas no entorno do Recife e no caminho para Caruaru, respectivamente.

São problemas que tiram a paciência dos motoristas e também geram desperdícios à economia local, segundo Trigueiro. “Os caminhões demoram muito para passar por essas áreas devido às condições ruins da estrada. Isso aumenta o tempo, o preço do frete, o consumo de combustível e a depreciação do veículo. E o impacto vai para o custo final do produto”, alertou, concluindo que o custo chega ao bolso do consumidor.