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Diário de Pernambuco - Economia | 24 de outubro de 2017

PE foi primeiro na geração de emprego

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho, ontem, com base no levantamento realizado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

No Brasil, Pernambuco teve o melhor desempenho do país na criação de empregos formais, com 13.992 novas vagas no mercado de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Os índices revelam que o estado criou 40,6% do total de vagas abertas no país, quase a metade do total.

A expansão da indústria de transformação motivou, especialmente, o resultado, com a criação de 10.073 postos de trabalho. A agropecuária ficou em segundo lugar, gerando 3.728 novos empregos, enquanto o comércio abriu 824 vagas e construção civil, 201. “Esses números do Caged mostram aquilo que a gente vem dizendo sempre: Pernambuco está fazendo o seu dever de casa. No momento em que a economia começar a se recuperar, seremos os primeiros a retomar o crescimento, especialmente a geração de empregos”, disse o governador Paulo Câmara.

Segundo a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação do governo de Pernambuco, quem estiver procurando emprego pode se dirigir a uma das 29 unidades de atendimento da Agência do Trabalho mantidas em todo o estado. A Agência do Trabalho segue as diretrizes do Sistema Nacional de Emprego - SINE, de forma integrada em todas as unidades, mediante aprovação de suas ações pela Comissão Estadual de Emprego (CEE-PE). No site www.sempetq.pe.gov.br são divulgadas as vagas disponíveis.

De acordo com o Caged, em setembro foi a sexta vez consecutiva e a sétima do ano que o Brasil teve nova alta no saldo de empregos formais. O crescimento foi de 34.392 postos de trabalho, aumento de 0,1% em relação ao estoque do mês anterior.

Além de Pernambuco, destacaram-se os estados de Santa Catarina (+8.011 empregos), Alagoas ( 7.411), Pará ( 3.283), Paraná ( 2.801), Bahia ( 2.297), e Ceará ( 2.161). Por outro lado, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás tiveram desempenho negativo, com queda nos empregos, respectivamente, de 4.769, 4.291 e 3.493. Foram as maiores reduções no estoque de empregos do país.

O resultado é o sexto aumento consecutivo neste ano e o melhor resultado para o mês desde 2014, quando as contratações superaram as demissões em 123,8 mil vagas. Em 2015 e 2016, o país demitiu mais do que contratou trabalhadores formais em setembro. O resultado acumulado em 12 meses, entretanto, está negativo em 466,6 mil postos de trabalho.

No acumulado de janeiro a setembro deste ano foram criadas 208,9 mil novas vagas de trabalho. O resultado do período também é o melhor desde 2014, quando foram criados mais de 900 mil postos de trabalho formal. No país, a indústria de transformação também foi a principal responsável pela geração de empregos: 25,7 mil novos postos. Em seguida, aparece o comércio, com 15 mil novas contratações. O setor de serviços abriu 3,7 mil novos empregos e a construção civil, 380. Os demais setores demitiram mais do que contrataram, como a agropecuária, com menos 8,4 mil postos de trabalho.

Resultado por região

Nordeste
29,6 mil
novas vagas

Sul
10,5 mil
novos postos

Norte
5,3 mil
novas vagas

Sudeste
-8,9 mil
empregos

Centro-Oeste
-2,1 mil
vagas de emprego