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Diário de Pernambuco - Lugar Certo | 31 de agosto de 2017

Diário de Pernambuco - Lugar Certo Comprar ou alugar?

Quanto mais lançamentos das contrutoras, maior o impacto no preço de aluguel e venda de imóveis

O valor estipulado para compra ou aluguel de imóveis pode ser baseado na quantidade de produtos disponíveis, no preço dos impostos cobrados ou dos programas de crédito disponibilizados pelo governo, entre diversos fatores. Outro motivo que pode contribuir com o aumento ou a diminuição no preço dos imóveis para compra é o valor dos imóveis para alugar.

Lançamentos, em geral, vêm acompanhados de promoções geradas pelas próprias construtoras. “Os aluguéis, por sua vez, acabam sofrendo reajustes e ficam mais caros quando existe um maior número de imóveis novos para venda no mercado”, explica a head de inteligência de mercado da VivaReal Aline Borbalan.

O inverso também pode acontecer, como explica a especialista. “Ocorrem alguns casos em que, com o aumento no preço das vendas de imóveis por pouca procura, exista uma queda no valor do aluguel”, aponta.

É preciso ficar atento às oportunidades dadas pelo governo, elas também são capazes de influenciar no bolso do comprador. “O acesso aos créditos federais faz aumentar as compras de imóveis, diminuindo a procura por aluguel”, revela Aline. Isso se reflete no balanço anual de vendas. “Em 2016 houve uma troca no cenário, principalmente por causa da queda no valor do crédito, por isso o valor dos aluguéis voltou a aumentar, uma vez que a procura pela casa própria diminuiu”, comenta a especialista.

Antes disso, a locação do imóvel era menos procurada pelos interessados. “A compra voltou a subir em 2015, junto com o preço do aluguel, por conta do aumento no limite de crédito gerado pelo governo federal para adquirir a casa própria”, indica Aline.

Outro fator que influencia no preço dos imóveis, tanto para compra quanto para venda, é a localidade onde eles estão inseridos e o que a planta tem a oferecer. “De forma geral, quando um bairro tem mais segurança e infraestrutura, casas para comprar ou alugar têm seus valores mais elevados”, explica a especialista. Isso ocorre no Recife, onde o bairro com o metro quadrado mais caro atualmente é o Pina, enquanto a localidade com os preços mais baratos é o Prado.

A previsão para o próximo ano para as construtoras é otimista. “A expectativa é de que 2017 feche com 130 mil unidades lançadas, 48% menos do que o esperado. Porém, 2018 é aguardado como o ano de retomada”, espera Aline.

Se a premissa se concretizar, os preços dos aluguéis no Brasil devem continuar caindo. “Em contrapartida, os valores de venda dos imóveis começarão a subir no mercado”, conclui a especialista.