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Portal FolhaPE - Economia | 29 de agosto de 2017

Estado pede R$ 2 bi para abastecimento de água e esgotamento sanitário

Pernambuco solicitou ao Ministério das Cidades empréstimo para realizar 50 projetos diferentes incluindo uma nova adutora no Agreste

O Governo de Pernambuco está pleiteando financiamentos que somam R$ 2 bilhões junto ao Ministério das Cidades para impulsionar os investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário no Estado. A intenção é usar os recursos para beneficiar 45 municípios pernambucanos, tirando do papel 50 projetos diferentes, inclusive o que prevê a construção de uma nova adutora no Agreste. É a Adutora de Amaraji, que levaria uma maior quantidade de água para Gravatá, amenizando o rodízio na cidade.

Presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares contou que os recursos foram solicitados na semana passada através do Programa Avançar Cidades Saneamento, que oferece crédito com prazo de pagamento de até 20 anos e recursos do Fundo de Garantia do Tempo do Serviço (FGTS).

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A todo, o Governo do Estado pediu R$ R$ 1,7 bilhão e a Compesa, mais R$ 300 milhões. É a maior captação já solicitada nesta modalidade. Porém, os pedidos ainda estão em análise.

“Agora, começa o processo de enquadramento dos projetos. O Ministério das Cidades vai analisar os planos de trabalho, para, em novembro, divulgar o resultado da seleção”, detalhou Tavares, que se mostrou confiante no processo. Ele ainda contou que, caso tenha os pedidos aprovados, poderá contratar os empréstimos em março de 2018, para, em seguida, lançar as licitações de cada projeto. Já as obras devem durar de quatro a cinco anos.

Entre os projetos enviados para o Ministério das Cidades, estão as de melhorias dos Sistemas de Abastecimento de Água dos Morros da Zona Oeste do Recife e de Jaboatão Centro, avaliadas em R$ 180 milhões. Também estão na lista os planos de abastecimento de água de Aldeia e de Fernando de Noronha, além dos de esgotamento sanitário de Caruaru e de Petrolina. Outra obra importante é a construção da Adutora de Amaraji, orçada em R$ 22,4 milhões.

“É um projeto que visa trazer a água da barragem de Amaraji direto para Gravatá, que teria mais água e menos problemas de bombeamento”, revelou Tavares. Ele ainda contou que, com esses recursos, a Compesa também quer renovar o seu maquinário; executar obras que vão reduzir as perdas, melhorando a eficiência, dos sistemas já existentes; e elaborar os projetos de melhoria necessários às áreas que ainda não forem atendidas por esses recursos.

A Parceria Público-Privada (PPP) do Saneamento, que visa universalizar o esgotamento sanitário na Região Metropolitana do Recife e em Goiana e está com as obras atrasadas, por sua vez, não será muito contemplada pela verba. É que, dos projetos submetidos a Brasília, apenas o dos bairros do Pina, Boa Viagem e Imbiribeira, que está orçado em R$ 67 milhões, faz parte da PPP. “As outras públicas da PPP dependem do Orçamento Geral da União (OGU). E a expectativa é que isso seja resolvido quando a crise passar”, justificou Tavares, lembrando que os repasses federais diminuíram nos últimos três anos devido à recessão.