página principal

Comunicação

Clipping

Diário de Pernambuco - Economia | 29 de agosto de 2017

Compesa quer R$ 2 bi para projetos no estado

Empresa apresentou propostas que consumiriam todo o montante ofertado pelo governo federal ao país

Se depender de Pernambuco, o valor disponibilizado pelo Programa Avançar Cidades Saneamento – Seleção 2017, do Ministério das Cidades, vai ficar todo por aqui. O crédito para financiar projetos de água e esgoto usando recursos do FGTS pela Caixa Econômica Federal será de R$ 2 bilhões para todo o Brasil e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) quer todo esse montante, uma vez que apresentou 50 projetos para preencher o valor integral. As propostas incluem obras em 45 municípios do estado, além de projetos de ordem operacional, para melhorar questões de eficiência da empresa. A demanda do estado já se transforma em queixa pelo presidente da companhia, Roberto Tavares, de que o orçamento ofertado não atende à necessidade, principalmente quando se trata do Nordeste, que possui problemas históricos de falta d’água.

“O valor é muito pouco. Ainda mais para ser distribuído em investimentos de dois, três anos. Tem que se tratar do assunto com a atenção que merece. É o caso do Nordeste, que não pode deixar de ter esse tipo de recurso à disposição porque sofre com recorrentes anos de seca, problemas de abastecimento e índices de pobreza maiores que de outras regiões”, pontuou. “Vale ressaltar que colocamos os projetos que são demanda nossa e que está de acordo com a nossa capacidade de endividamento. Para se ter ideia, R$ 300 milhões dos nossos pleitos são da própria Compesa, porque temos essa capacidade financeira.” A fatia maior do pacote total, de R$ 1,7 bilhão, é dívida para ser assumida pelo estado. Os juros serão pagos por 20 anos.

Ainda de acordo com Tavares, a pauta apresentada de projetos reúne obras importantes de água e esgoto e está distribuída por todo o estado, sem critérios políticos. “Tratam de questões estratégicas dos sistemas. A questão é que o valor desse é pequeno e não sabemos quando virá outro. O ideal é que os programas de financiamento entrem no calendário, porque provoca a elaboração de mais projetos e a reapresentação dos que não forem aprovados. Deveria ser como no setor privado, que se acessa o crédito quando há necessidade, projeto e capacidade de endividamento”, sugere.

Das propostas do governo, estão projetos da Região Metropolitana do Recife, além de melhoria e ampliação do Sistema de Abastecimento de Água de Fernando de Noronha (R$ 18,2 milhões) e ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Caruaru (R$ 117,4 milhões), que somam a parte do governo do estado (R$ 1,7 bilhão). Como pleito da Compesa, há projetos para Petrolina, no Sertão do São Francisco, entre outros na RMR.