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Fonte: Diário de Pernambuco | 30 de agosto de 2018

Beira Rio é trunfo para perimetral

Autarquia de Urbanização (URB) destaca a importância dela na implantação do corredor

Neste sábado, um trecho da Avenida Beira Rio, entre as ruas Dom João de Souza e Demóstenes Olinda, no bairro da Madalena, será interditado para a continuidade dos serviços de drenagem incluídos na obra de requalificação da 2ª Perimetral. Os primeiros trabalhos tiveram início em outro trecho da Beira Rio, na Torre, no fim do mês de julho. Apesar dessa via não estar incluída no grande corredor que forma a perimetral, a Autarquia de Urbanização (URB), responsável pelo projeto, informou que a rede de drenagem do corredor viário é interligada com a da Beira Rio e deságua no Capibaribe. Segundo especialistas, se o projeto de infraestrutura for aliado a outros estudos, como a revisão das linhas de ônibus, esse corredor pode ser a promessa de salvação da mobilidade da Torre e da Madalena.

“A requalificação da 2ª Perimetral é importante para resolver entraves na mobilidade do Recife. O primeiro trecho de obras, que contempla o bairro da Torre, não foi escolhido ao acaso. De acordo com estudos do Instituto Pelópidas Silveira, ele é fundamental para que as demais etapas da requalificação possam fluir com tranquilidade quando tiverem suas obras contratadas. São 5 km de vias, já contempladas pela faixa azul, que passarão a contar com calçadas acessíveis, pontos de ônibus mais confortáveis, iluminação pública em LED, tudo pensado no conforto de quem precisa caminhar e depende do transporte coletivo”, afirma o presidente da URB Recife, João Alberto Costa Faria. A obra de R$ 250 milhões contempla a requalificação de 20km da 2ª Perimetral, que vai desde as pontes Motocolombó (Afogados) e Gilberto Freyre (Imbiribeira) até a divisa entre Recife e Olinda. A primeira etapa tem início no cruzamento da Avenida Abdias de Carvalho com a Estrada dos Remédios e segue até o início da Ponte-viaduto Torre/Parnamirim, nos dois sentidos do tráfego, com investimento de R$ 37 milhões. Além da requalificação de 10 km de calçadas dentro das normas de acessibilidade, substituição e implantação da rede de drenagem, também prevê a melhoria da pavimentação das vias e reforço nas placas de concreto, requalificação de 11 pontos de ônibus e 1,4 km de ciclofaixa nas vias secundárias.

O urbanista Pedro Guedes ressalta que o problema na mobilidade da Torre vai além da questão da infraestrutura. “Outros estudos devem estar alinhados a este trabalho. A maior parte das linhas de ônibus que trafegam nesse bairro vão para os mesmos lugares, enquanto faltam linhas para pontos importantes da cidade. Alguns problemas podem ser resolvidos através da integração de ônibus com o uso de tecnologias como o cartão VEM, sem que os passageiro precisem ir até os terminais. A implantação de ciclovias também vai desestimular o uso do carro”, opina. A aposentada Maria Inês Pires de Castro, 73 anos, que mora na Torre há 29 anos, diz que as ruas do bairro são muito estreitas. “Não tem espaço para ser mão dupla e há estacionamento”.