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Fonte: Diário de Pernambuco | 20 de julho de 2018

Parceria entre o Cesar e o Sebrae vai buscar oportunidades no estado para incorporar a inovação na cadeia produtiva do setor da construção civil

Se a construção civil ainda tem uma mentalidade mais tradicional e caminha a passos lentos para incorporar a inovação em sua cadeia produtiva, o setor começa a despertar para isso e empresários pernambucanos do segmento já demonstram interesse pelo tema. Inclusive, investir em inovação é um dos fatores apontados para ajudar na retomada da economia, já que a construção é uma das molas propulsoras e gera 13 milhões de empregos no Brasil, segundo o governo federal. Nessa linha, o Cesar, em parceria com o Sebrae, lançou a Plataforma Integrada de Geração de Startups (PIGS), que tem como objetivo ampliar a eficiência de geração de startups que tem como foco a construção civil.

A plataforma vai contar com três fases distintas. Na primeira delas, será elencado um conjunto de oportunidades e desafios do setor através do engajamento com membros do setor. “Eles vão elencar de forma estruturada os desafios, mostrar o que é prioridade, vamos fazer entrevistas individualizadas e também ir a canteiros de obras ver onde os problemas acontecem”, explica Filipe Pessoa, executivo-chefe de empreendedorismo do Cesar. A partir deste conjunto de informações levantadas, serão estruturadas as oportunidades de inovação, como elas são relevantes para o setor e se existem concorrentes.

Na segunda fase, serão gerados experimentos para solucionar os desafios e problemas apresentados. “Vamos fazer várias dinâmicas, inclusive lançar um concurso para startups trazerem um briefing sobre aqueles propósitos e fazer um processo imersivo com grupos de seis a quatro pessoas para ficarem no Cesar desenvolvendo protótipos. Também vamos apresentar os desafios aos alunos de universidades de tecnologia para que eles também possam gerar os seus protótipos”, detalha. Ele acrescenta que as informações estarão abertas para consulta de qualquer pessoa que tenha interesse e possa se engajar.

Quando o conjunto de protótipos estiver pronto, o próximo passo é a fase de pré-aceleração. “Vamos pegar o protótipo e ver a aderência dele, experimentar o uso com os clientes e olhar os aspectos de negócios”, afirma Filipe Pessoa. Os melhores, podendo a chegar a cinco startups, seguem para a terceira fase, que é a da aceleração, que dura nove meses. Cada uma vai receber uma bolsa de R$ 100 mil. “Além do aporte de capital, vamos levar à banca investidores privados para apreciar a capacidade de aportar investimentos nessas startups”, acrescenta.

A iniciativa vai focar em Pernambuco neste primeiro momento, mas a ideia é levar as startups para todo o Brasil. “Sabemos que os desafios daqui devem ser 90% iguais em todo o país e a ideia é entregar serviços interessantes para o estado com a possibilidade de escalar em todo o Brasil”, conclui.