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Fonte: Diário de Pernambuco | 29 de junho de 2018

Urbanização ao longo da linha do metrô do Recife

Em meio às discussões sobre o novo plano diretor do Recife, que deve ser aprovado até o fim deste ano, entidades do setor da construção civil se mostram preocupadas com o atual regime de zoneamento da capital pernambucana e com os impactos sociais da legislação vigente. Uma ampliação do atual macrozoneamento, que passaria de duas para três grandes regiões, e a urbanização de áreas ao longo da linha do metrô do Recife foram algumas das propostas apresentadas pela Rede Empresarial de Articulação da Construção Urbana (Redeprocidade), em reunião realizada na tarde de ontem.

Formado por representantes da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do estado (Ademi-PE) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-PE), o colegiado apresentou dez pontos considerados importantes para contribuir com o plano diretor. No caso do macrozoneamento, Paulo Roberto Ramos, urbanista da Redeprocidade, destacou que a configuração atual não atende às reais necessidades de preservação. “Temos apenas duas macrozonas, que contemplam o ambiente natural e o construído. Além de seis zonas com vários pedaços, que fragmentam o território com um detalhamento muito complicado do ponto de vista de execução”, avalia. Conforme a proposta, o Recife seria dividido em macrozonas de ambiente natural (rios, mangue e um trecho de 25% que, segundo Ramos, é de mata virgem), de média e baixa densidade (bairros periféricos como Ibura, Casa Amarela, Totó e Tejipió) e de alta densidade (que contempla a região central e o litoral, fortemente adensados e verticalizados). “São três pedaços da cidade que têm natureza, conteúdo, ocupação e população diferentes e, portanto, precisam ser vistos com suas particularidades”, afirma.

Do ponto de vista social, as propostas apresentadas têm um impacto grande, segundo Ramos. “É preciso ter áreas que sejam propícias para colocar habitação social. Os terrenos são muito caros e difíceis. As pessoas precisam morar junto do transporte.” Um exemplo citado por ele foi a baixa urbanização ao longo das linhas férreas do metrô. “O sistema foi inaugurado há 40 anos e continua com as vias de entorno do mesmo jeito.” Segundo ele, é possível, através de um processo urbanístico planejado, construir habitações sociais com dez ou doze andares, em função do nível de renda. “Vale salientar que as casas ali já existentes serão incorporadas ao processo. Não vai se expulsar ninguém”, disse.