página principal

Comunicação

Clipping

Fonte: Diário nos Bairros | 27 de junho de 2018

Lugar apropriado para 'bater perna'

Construtoras voltam os olhos para novos empreendimentos na Boa Vista, o bairro com maior walkability no Recife e sinônimo de qualidade de vida

Você sabe o que quer dizer walkability? É um termo em inglês referente ao quanto uma área é apropriada para caminhar. Leva em conta também serviços e comércios que estão a uma caminhada de distância de determinado ponto. No Recife, o conceito está sendo cada vez mais ouvido no mercado imobiliário, uma vez que morar próximo ao trabalho e conseguir fazer tarefas do dia a dia evitando usar veículo é, atualmente, sinônimo de qualidade de vida. E, entre os 94 bairros da capital, nenhum oferece tanto walkability quanto a Boa Vista.

O centro tem fácil acesso à Zona Sul, vários caminhos para a Zona Norte e ainda fica praticamente no coração dos polos educacional, de saúde e de tecnologia do estado. O fato é que o bairro está no foco das construtoras e já tem uma das beira-rios mais cobiçadas da cidade e que deverá ser um dos polos de expansão do mercado imobiliário da região: a Rua da Aurora.

“São dois tipos de público, com uma demanda crescente. O perfil da Boa Vista é direcionado a pessoas que trabalham no comércio, universitários e pessoas vindas do interior. Já na Aurora, temos pessoas interessadas em projetos inovadores e arrojados e que buscam novas experiências e maior qualidade de vida”, afirma André Acioli, diretor comercial da imobiliária Paulo Miranda. Segundo ele, como vantagens, além da mobilidade e da quantidade de serviços e pontos comercias, a Boa Vista e a Rua da Aurora são parte do cartão-postal do Recife e resgatam a história da cidade.

Mas também há pontos adversos. “Como desvantagem, existe o medo das construtoras, porque esse é um território ainda pouco desbravado”, ressalta Acioli. Com a expectativa de crescer 50% até dezembro, e 70% em 2019, o gestor da Paulo Miranda se diz otimista com o mercado. “Temos boas perspectivas e consideramos que haverá um aquecimento, além da Boa Vista, nos bairros do entorno, como Santo Amaro, Ilha do Leite, Ilha do Retiro, Espinheiro e Derby”, completa.
Para Jair Teixeira, diretor da Construtora Conlar, que colocou recentemente no mercado o Vita Classic Home Service, na Boa Vista existe uma demanda reprimida, que deve ser melhor explorada pela construção civil nos próximos anos. “As pessoas, hoje, querem morar perto de onde trabalham. Na Boa Vista, a gente tem um polo de empregos com shopping, mercados, a Agamenon Magalhães, que é um corredor empresarial, e ainda o Porto Digital, que reúne milhares de pessoas no Recife Antigo”, detalha. O gestor da Conlar acredita também que há espaços para diferentes tipos de produtos no bairro.

“A Conlar optou por um home service, porque fizemos uma pesquisa e identificamos que existe público para isso. Além do que, o próprio centro não tem hotel. Então focamos no público mais jovem, de universitários ou pessoas que trabalham na região. Mas há espaços para famílias maiores e para pessoas mais velhas que queiram ficar próximas de clínicas e hospitais.” Ele ressalta que o Vita Classic teve um ótimo desempenho de vendas e ainda há unidades ao preço médio de R$ 250 mil para apartamentos de 42 metros quadrados.

Homero Moutinho, diretor da Moura Dubeux, que possui dois prédios na região, acredita que a procura pelo Centro apenas começou. “As gerações mais novas querem fazer tudo a pé e existem planos da Prefeitura do Recife para revitalizar a beira-rio da Rua da Aurora. Quando esse projeto estiver em andamento, vai atrair ainda mais gente, então só enxergo crescimento para a Boa Vista e Santo Amaro nos próximos anos”, adianta.