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Fonte: Diário de Pernambuco | 11 de maio de 2018

Móvel na Avenida Boa Viagem continua sendo o sonho de consumo dos recifenses

Mesmo com o metro quadrado custando R$ 10 mil, em média, a procura continua grande, segundo representantes do mercado imobiliário

Oito quilômetros de asfalto que concentram os edifícios mais valorizados pelo mercado imobiliário recifense. Muito além de um cartão-postal, a avenida Boa Viagem é o sonho de quem deseja morar de frente para o mar e cercado de uma completa infraestrutura. E nem mesmo um metro quadrado que custa R$ 10 mil, em média, e a pouca disponibilidade de terreno para novas construções faz o interesse dos poucos afortunados que têm condições de manter esse padrão de vida diminuir.

“A principal atração é o mar, sem dúvidas. Mas a avenida também possui um calçadão, uma infraestrutura de parques que foram revitalizados. Para quem possui criança, por exemplo, é uma ótima opção de lazer”, comenta Betinha Nascimento, diretora de assuntos imobiliários do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE). “A praia de Boa Viagem era a única que tínhamos no Recife. Quem mora na avenida tem a certeza de que não haverá construções atrapalhando a vista e os apartamentos localizados ali acabaram consistindo numa espécie de grife pelo padrão”, complementa Eduardo Abath, diretor fiscal do Sindicato da Habitação do estado (Secovi-PE).

Atualmente, existem cerca de 6,5 mil imóveis na avenida, sendo 6,4 mil residenciais, segundo dados da Prefeitura do Recife. A alta densidade demográfica aliada à escassez de terrenos faz com que os lançamentos na região vendam como água. Exemplo disso é o caso do edifício Carmem Costa, da construtora Rio Ave, que teve metade dos 60 apartamentos comercializados em apenas 48 horas. “Não fizemos nenhum tipo de campanha de lançamento, como anúncios, material publicitário ou estande de venda. As pessoas interessadas em lançamentos na região se cadastraram via e-mail”, explica Carolina Tigre, gerente comercial da Rio Ave. Pouco tempo depois, a construtora conseguiu comercializar mais 12 apartamentos, restando apenas 18 disponíveis.

O metro quadrado do empreendimento custa, em média, R$ 11,5 mil, e os apartamentos comercializados possuem 189 ou 368 m². “Como temos uma demanda maior que a nossa oferta, pudemos identificar melhor o perfil do comprador”, diz Carolina, afirmando que a maior parte dos clientes são pessoas que querem residir no edifício. “Identificamos que a avenida Boa Viagem é um modelo de moradia definitiva. São pessoas que se mudam com a família e estão em busca de qualidade de vida”.

Apesar de toda essa procura, na avaliação dos especialistas a avenida está longe do seu “limite de valorização”. “O que vai fazer o preço subir é a economia como um todo. Sempre vai acabar valendo mais (no futuro em comparação aos dias atuais)”, diz Eduardo Abath. Mesma opinião de Betinha Nascimento. “Na proporção em que as áreas para construção diminuírem, o preço naturalmente vai subir”. A tendência, segundo Abath e Betina, é que no longo prazo os prédios antigos sejam demolidos, dando lugar a edifícios modernos e com mais apartamentos.