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Fonte: Diário de Pernambuco | 17 de março de 2018

Entre o legado e a polêmica

Em dois anos como ministro de Minas e Energia, Fernando Filho priorizou a recuperação da Eletrobras e Petrobras

Na lista de auxiliares do presidente Michel Temer (MDB) que deixarão o cargo no dia 7 de abril para disputar a eleição, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho (sem partido), levará para campanha eleitoral o legado construído enquanto esteve no comando da pasta. O ministro, que é cotado para concorrer ao governo de Pernambuco, garantiu que, a princípio, seu objetivo é renovar o mandato de deputado federal.

Mas, como ele mesmo previu, “muita água vai rolar” até o cenário ser definido. Fernando Filho também aguardo o desfecho do imbróglio do MDB estadual, que tem o controle disputado na justiça pelo senador Fernando Bezerra e o presidente da sigla, o vice-governador Raul Henry, para decidir sua filiação partidária.

O Diario conversou com o ministro Fernando Filho sobre o trabalho realizado por ele durante os dois anos em que comandou o Ministério de Minas e Energia. As palavras “diálogo e transparência”, segundo avaliação de sua assessoria técnica, foram as mais usadas para pautar uma “ampla agenda de trabalho”, que envolveu
principalmente a recuperação da Eletrobras e Petrobras. A proposta para tornar as duas empresas viáveis, no entanto, foi a mais polêmica de sua gestão e que virou alvo de críticas para o bloco de oposição ao governo federal.

O debate colocou Fernando Filho na berlinda, inclusive por parlamentares do ex-partido, o PSB.

O ministro, no entanto, não considera que esta tenha sido a maior dificuldade enfrentada por ele à frente do ministério. “Não acho que foi a mais difícil porque todas as ações tratadas por nós são complexas. E nessa questão sabíamos que iríamos enfrentar resistências. Tomamos a decisão de seguir nesse caminho. Caso contrário, seria fazer o mesmo do mesmo”, destacou Fernando Filho.

Sobre a sua chegada à equipe do presidente Temer, ele lembrou que o governo se instalou em um momento atípico e com o setor (elétrico) bastante “machucado”. O presidente Michel Temer assumiu o governo em definitivo depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Entre as ações citadas pelo ministro está a Lei do RenovaBio editada no fim de 2017, considerada uma das legislações mais avançadas no setor de biocombustíveis, a exemplo do etanol, biodiesel, biometano e bioquerosene.

Na área de petróleo e gás, segundo o ministério, paralisada e sem investimentos desde 2013, foram desenvolvidos novos esforços junto ao Congresso Nacional para devolver à Petrobras sua liberdade de escolha na exploração dos poços de sua conveniência econômica. Com a recuperação da credibilidade da empresa, afirma o dirigente da pasta, foi possível alterar os percentuais de conteúdo local, por fim à política de operador único em vigor e renovar o regime do Regime Aduaneiro Especial de Exportação e Importação (Repetro) de bens destinados à exploração e à produção de petróleo e gás natural.

Além de Fernando Filho, o estado também está representado no governo federal com o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), cuja reportagem com entrevista e legado será publicada na edição do próximo final de semana. Já que deputado federal Bruno Araújo (PSDB), outro representante do estado e exerceu o cargo de ministro das Cidades, saiu do governo em novembro do ano passado para reassumir o mandato na Câmara. Já Raul Jungmann (PPS/PE), que inicialmente integrou a equipe de Temer como ministro da Defesa, abriu mão da carreira política e optou por continuar no governo, agora, no recém-criado Ministério da Segurança Pública.