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Portal NE10 - Economia | 31 de setembro de 2017

PAC executou quase dois terços do gasto previsto para três anos

Segundo o Planejamento, a maior parte desse total, R$ 128,6 bilhões, corresponde aos gastos das estatais

Principal programa de investimentos do governo federal, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) executou quase dois terços do gasto previsto para 2015 a 2018, informou nesta quarta (30) o Ministério do Planejamento. No fim do primeiro semestre, o programa alcançou 65,6% do total previsto para o período, saindo de R$ 386,6 bilhões realizados até dezembro de 2016 para R$ 452,9 bilhões de investimentos em infraestrutura e em moradia.

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Segundo o Planejamento, a maior parte desse total, R$ 128,6 bilhões, corresponde aos gastos das estatais, e R$ 123,8 bilhões vieram dos financiamentos concedidos pelos bancos ao setor público e ao Programa Minha Casa Minha Vida. Desde 2015, o governo gastou R$ 99,5 bilhões do Orçamento Geral da União no PAC, R$ 93,7 bilhões foram investidos pelo setor privado e R$ 6 bilhões tiveram origem em contrapartidas de estados e municípios.

Se forem levadas em conta as obras e ações concluídas, o PAC executou R$ 200,9 bilhões desde 2015, o que equivale a 40,6% do valor dos empreendimentos previstos para estarem concluídos até o fim de 2018. Desse montante, R$ 15,26 bilhões foram aplicados em logística (transportes), R$ 82,56 bilhões em energia e R$ 103,09 bilhões em ações sociais e urbanas.


Restrições

Apesar de ter executado quase dois terços do gasto previsto, o PAC está sofrendo com as restrições orçamentárias por causa da queda da arrecadação. De janeiro a julho deste ano, o programa gastou R$ 12,066 bilhões, redução de 48% em relação ao mesmo período do ano passado. O Programa Minha Casa, Minha Vida executou R$ 1,656 bilhão, retração de 55,9% na mesma comparação. Essas variações descontam a inflação oficial.

Em julho, o PAC teve as verbas reduzidas em R$ 7,48 bilhões. Desse total, R$ 5,2 bilhões foram contingenciados (bloqueados) para cumprir a meta fiscal prevista para este ano e R$ 2,28 bilhões foram remanejados para atender a órgãos e ações do governo federal com dificuldades financeiras, como as Polícias Federal e Rodoviária Federal, agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o sistema de controle do espaço aéreo e o combate ao trabalho escravo.

De acordo com o Planejamento, a queda na execução do Orçamento do PAC foi parcialmente compensada com o leve crescimento dos investimentos do setor privado e das estatais, que passaram de R$ 172,8 bilhões no fim de 2016 para R$ 203,9 bilhões no fim do primeiro semestre deste ano.




Jornal do Commercio | 31 de setembro de 2017

Série de debates sobre a Vila Naval

O Plano Específico Santo Amaro Norte, que define diretrizes e parâmetros para o terreno da Vila
Naval e Zeis Santo Amaro, na área central do Recife, promete ainda ser alvo de muitas discussões.
Ontem o assunto foi tema de debate no Programa Super Manhã, da Rádio Jornal, e também no Centro
de Filosofia e Ciências Humanas (CFSH) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). No dia 5,
a discussão acontece na comunidade de Santa Terezinha, situada na Zeis Santo Amaro, onde novos
encontros estão sendo agendados com outros grupos de moradores.
A necessidade de se ouvir a população foi uma das questões levantadas pela professora de arquitetura
da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Andrea Câmara, durante o debate com o radialista
Wagner Gomes, o secretário de Planejamento do Recife, Antônio Alexandre; e a jornalista Margarette
Andrea. A arquiteta criticou o fato de o plano ser apresentado pronto, fato negado pelo secretário,
segundo o qual é necessário partir de algum ponto, tendo o município apresentado uma proposta.
A arquiteta defendeu que o plano pode melhorar com maior equilíbrio sócio-espacial do uso do
terreno da Marinha, sendo uma possibilidade a instalação de moradias também para o público mais
carente. “Romper essa barreira é uma tendência mundial, se vai acontecer ou não, o fato de se discutir
já é um grande avanço”, afirmou, ponderando: “Não se consegue o equilíbrio apenas com casas
populares, mas também com espaços de lazer, escolas, creches, posto de saúde...”.
O secretário salientou que, pela legislação, só 35% da área precisa ser de uso público, mas o plano
aumenta esse percentual para 54% e prevê equipamentos públicos. Ele destacou os benefícios do
plano para a mobilidade, sobretudo na Avenida Cruz Cabugá, que poderá ser alargada e segregar o
corredor de BRT Norte-Sul, ter ciclovias, parque e praças. “Hoje é como se tivéssemos uma barreira
sufocando aquele território”, observou, referindo-se ao fato de a Vila Naval ser cercada por muros.
A respeito da área de Zeis, o secretário observou que há pessoas espalhando boatos de que moradores
poderão ser retirados do local, o que é proibido por lei. “O plano propõe melhorias, como a abertura
de vias, pois hoje há ruas em que ambulância, carro de polícia não entram, mas mantendo os
moradores no local. E as mudanças só podem ser feitas após discussão com as comunidades”,
registrou.
O plano sugere a divisão da área em seis quadras, sendo uma para construção das novas moradias dos
militares. As outras seriam permutadas pela Marinha com empresas de construção, que poderiam
erguer prédios de até 21 andares, de uso misto (residências, comércio e serviços), com alturas
diversificadas e térreo com 80% em formato de galeria, sem grades ou muros.
Quem ainda não conhece o plano pode consultá-lo no endereço
www.conselhodacidade.recife.pe.gov.br. Contribuições podem ser feitas pelo email
icps@recife.pe.gov.br, até o dia 8 de setembro.



Jornal do Commercio | 05 de setembro de 2017

Essa é a hora de ter a casa própria?

MERCADO O JC ouviu especialistas do mercado imobiliário para ajudar no financiamento

De um lado, preços mais baixos em consequência do mercado desaquecido e juros em queda. Do
outro, persistência da insegurança em relação ao desemprego e bancos com crédito para financiamento
ainda muito restrito. Quem quer comprar um imóvel hoje vive um dilema entre as vantagens e
desvantagens do momento. Mas, afinal, essa é a hora de financiar a casa própria? Segundo os
especialistas, antes de encher os olhos com os preços praticados pelo mercado, é importante colocar
tudo na ponta do lápis e analisar caso a caso. Tanto do investimento quanto do orçamento.
A regra geral do planejamento financeiro determina que os percentuais da renda a serem
comprometidos variem entre 5% e 30% (confira na arte ao lado). Antes de cogitar um
comprometimento que, em geral, é de grande volume financeiro e dura anos (talvez até décadas), essa
deve ser a ponderação principal, mesmo que a oferta da casa própria pareça imperdível.
Considerado isso, o preço pode pesar na decisão. É que eles estão em queda: segundo o Índice
FipeZap, o valor do metro quadrado no Recife caiu 2,38% no acumulado entre os meses de janeiro e
julho deste ano. Foi a terceira maior queda do País, ficando atrás apenas de Fortaleza e Niterói.
Mesmo assim, a capital pernambucana continua sendo a nona com o valor mais alto do País, com
média de R$ 5.833 o metro quadrado.
“Como estamos há dois ou dois anos e meio com o mercado em baixa, toda a demanda desse período
foi represada, o número de pessoas querendo comprar aumentou e o número de lançamentos
despencou. Isso significa que no primeiro momento de melhora vai haver uma corrida para comprar e,
consequentemente, os preços vão voltar a subir. Nesse sentido, o melhor momento para comprar é
agora”, destaca o consultor de financiamento da Ademi-PE e diretor da W Engenharia, Whashington
Marques.
O criador do site de simulações Canal do Crédito e do aplicativo ReSale, Marcelo Prata faz ressalvas
quanto ao medo de perder a oportunidade de bons preços. “Existe um certo tempo de mercado entre
quem precisa vender encontrar quem quer comprar, isso não acontece de uma hora para a outra.
Diante da ressaca que estamos vivendo agora, após os anos de crescimento imobiliário expressivo,
mostra que não adianta seguir o efeito manada. Bons negócios sempre vão existir, eles precisam caber
no seu bolso”, defende. Ele destaca os números de mercado para defender a prudência: a quantidade
de imóveis retomados pela Caixa Econômica Federal (CEF) por falta de pagamento das prestações
quase dobrou entre os anos de 2015 e 2016, passando de 8.775 unidades para 15.881 unidades.
Para não perder a oportunidade, mas também não sofrer durante os anos que o imóvel será quitado, a
recomendação é frieza e objetividade. Antes de se encantar com o valor das parcelas, ficar atento ao

9/5/2017 JC Premium

http://jconlinedigital.ne10.uol.com.br/web/ 2/2
custo final do investimento – que aumenta na medida em que crescem os números de parcelas, já que
rolam mais juros. “Quem tem algum recurso, hoje é o momento favorável. Mas o mais indicado é
tentar abater o custo do imóvel, usando recursos guardados, FGTS...”, sugere o coordenador do curso
de economia da Faculdade Boa Viagem, Antônio Nunes Neto.
Outro fator que não deve ser esquecido pelos compradores é a perspectiva de emprego. Mais uma vez,
o longo período que a contratação de um financiamento imobiliário leva exige de quem o contrata
uma perspectiva mínima de futuro que permita saber se será possível honrar o compromisso ao longo
dos anos. “Esse é o fator que ainda está impedindo muita gente a procurar o financiamento”, diz
Nunes Neto.



Portal Folhape - Economia | 05 de setembro de 2017

MEC autoriza construção de novo campus do IFPE

Obra deve ser entregue à população até o segundo semestre de 2018, elevando a capacidade de atendimento do campus de 369 para 1,2 mil estudantes formados por ano

As autorizações para a construção da sede definitiva do campus Abreu e Lima do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e funcionamento da unidade foram assinadas pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, nesta segunda-feira (4), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. Orçada em R$ 13.947.107,57, a obra deve ser entregue à população até o segundo semestre de 2018, elevando a capacidade de atendimento do campus de 369 para 1,2 mil estudantes formados por ano.

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Mendonça Filho destacou a importância desse campus para a região e lembrou que a unidade, desde 2014, funciona de maneira provisória, alugada pela prefeitura, no anexo de uma escola particular. “É algo que vai mudar a realidade de Abreu e Lima e de toda a região da Mata Norte do Estado”, destacou.

O prefeito de Abreu e Lima, Marcos José, disse que a chegada do campus é um momento especial para a cidade: “Há anos estamos na esperança desta realidade. A educação é um passaporte para o futuro. É por meio da educação que teremos nossos alunos, tanto da rede municipal quanto da rede estadual, irmanados em torno do aprendizado. Acreditamos que, por meio da educação, o Brasil vai mudar de cara e será melhor para o futuro de nossa gente”.

Ampliação – A estruturação do campus Abreu e Lima integra o projeto Expansão 3 do Governo Federal e terá uma área construída de 6.346,14 m², em um terreno próximo à BR-101 Norte, doado pela administração municipal. Com a entrega da sede definitiva, será possível ampliar a oferta de cursos. A expectativa é de que sejam abertas formações técnicas nas áreas de saúde e segurança.

Entre os cursos atualmente disponíveis no campus Abreu e Lima está o de técnico em enfermagem, que foi o primeiro na área a ser ofertado por uma instituição pública no eixo norte da RMR e Zona da Mata. No Vestibular do IFPE 2017.2, o campus registrou a maior concorrência, atingindo 20,97 candidatos por vaga, o que superou em quase o dobro o segundo colocado – algo que se justifica diante de uma demanda reprimida por qualificação profissional naquela região.

Universidade Rural – O ministro Mendonça Filho aproveitou a oportunidade para, ao lado da reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria José de Sena, assinar um termo que autoriza a licitação para investimentos de R$ 9.733.918,00 na UFRPE. O primeiro será a construção do restaurante universitário da unidade acadêmica de Serra Talhada. A obra está estimada um R$ 2.746.797,52.

O segundo é a construção do restaurante e da biblioteca da unidade acadêmica de Garanhuns, nos valores de mais R$ 2.906.784,34 para o restaurante e R$ 4.080.336,19 para a biblioteca.



Portal Ne10 - Economia | 05 de setembro de 2017

Juros e preços em queda: esse é o momento para comprar imóveis?

Consumidor tem o poder da barganha na mão, mas cenário econômico ainda exige cautela por parte de quem vai comprar

De um lado, preços mais baixos em consequência do mercado desaquecido e juros em queda. Do outro, persistência da insegurança em relação ao desemprego e bancos com créditopara financiamento ainda muito restrito. Quem quer comprar um imóvel hoje vive um dilema entre as vantagens e desvantagens do momento. Mas, afinal, essa é a hora definanciar a casa própria? Segundo os especialistas, antes de encher os olhos com os preços praticados pelo mercado, é importante colocar tudo na ponta do lápis e analisar caso a caso. Tanto do investimento quanto do orçamento.

A regra geral do planejamento financeiro determina que os percentuais da renda a serem comprometidos variem entre 5% e 30% (confira na arte abaixo). Antes de cogitar um comprometimento que, em geral, é de grande volume financeiro e dura anos (talvez até décadas), essa deve ser a ponderação principal, mesmo que a oferta da casa própria pareça imperdível.
PREÇOS

Considerado isso, o preço pode pesar na decisão. É que eles estão em queda: segundo o Índice FipeZap, o valor do metro quadrado no Recife caiu 2,38% no acumulado entre os meses de janeiro e julho deste ano. Foi a terceira maior queda do País, ficando atrás apenas de Fortaleza e Niterói. Mesmo assim, a capital pernambucana continua sendo a nona com o valor mais alto do País, com média de R$ 5.833 o metro quadrado.

“Como estamos há dois ou dois anos e meio com o mercado em baixa, toda a demanda desse período foi represada, o número de pessoas querendo comprar aumentou e o número de lançamentos despencou. Isso significa que no primeiro momento de melhora vai haver uma corrida para comprar e, consequentemente, os preços vão voltar a subir. Nesse sentido, o melhor momento para comprar é agora”, destaca o consultor de financiamento da Ademi-PE e diretor da W Engenharia, Whashington Marques.

O criador do site de simulações Canal do Crédito e do aplicativo ReSale, Marcelo Prata faz ressalvas quanto ao medo de perder a oportunidade de bons preços. “Existe um certo tempo de mercado entre quem precisa vender encontrar quem quer comprar, isso não acontece de uma hora para a outra. Diante da ressaca que estamos vivendo agora, após os anos de crescimento imobiliário expressivo, mostra que não adianta seguir o efeito manada. Bons negócios sempre vão existir, eles precisam caber no seu bolso”, defende. Ele destaca os números de mercado para defender a prudência: a quantidade de imóveis retomados pela Caixa Econômica Federal (CEF) por falta de pagamento das prestações quase dobrou entre os anos de 2015 e 2016, passando de 8.775 unidades para 15.881 unidades.
FAÇA AS CONTAS

Para não perder a oportunidade, mas também não sofrer durante os anos que o imóvel será quitado, a recomendação é frieza e objetividade. Antes de se encantar com o valor das parcelas, ficar atento ao custo final do investimento – que aumenta na medida em que crescem os números de parcelas, já que rolam mais juros. “Quem tem algum recurso, hoje é o momento favorável. Mas o mais indicado é tentar abater o custo do imóvel, usando recursos guardados, FGTS...”, sugere o coordenador do curso de economia da Faculdade Boa Viagem, Antônio Nunes Neto.

Outro fator que não deve ser esquecido pelos compradores é a perspectiva de emprego. Mais uma vez, o longo período que a contratação de um financiamento imobiliário leva exige de quem o contrata uma perspectiva mínima de futuro que permita saber se será possível honrar o compromisso ao longo dos anos. “Esse é o fator que ainda está impedindo muita gente a procurar o financiamento”, diz Nunes Neto.



Portal NE10 - Economia | 05 de setembro de 2017

Selic deve ajudar cenário dos financiamentos imobiliários

Hoje em 9,25%, a taxa básica de juros deve sofrer novas quedas e acirrar a disputa por oferta de crédito entre bancos privados

O Conselho de Política Monetária (Copom) se reúne novamente a partir de hoje e a expectativa é de que a taxa básica de juros, a Selic, sofra novo corte, ente 0,75 e 1 ponto percentual, na decisão final de amanhã. Hoje, a Selic está em 9,25%. A redução, que deve ser confirmada, reforça o lado positivo da balança na decisão pela compra do imóvel. Além de crédito mais barato, outro cenário se desenha para os bancos que pode ajudar, aos poucos, os compradores.

O volume de crédito imobiliário cresceu 10,9% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, equivalente a um total de R$ 4,24 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), somando R$ 24,79 bilhões no acumulado do ano. O valor ainda é inferior aos anos de alta, a exemplo de 2014, quando o montante chegou a R$ 112,9 bilhões referente ao mesmo período.

Esses valores são resultado de outro indicador relevante: os depósitos na poupança superando os saques. Esse dado é determinante para o setor porque o Conselho Monetário Nacional (CMN) determina que, de todo o valor de depósitos em poupança obtidos pelos bancos, 65% deve ser destinado ao crédito imobiliário. Na composição desse percentual, 20% vão para operações do mercado e 80% para operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que financia imóveis de até R$ 1,5 milhão em todo o País (esse teto foi estabelecido temporariamente e deve valer até 31 de dezembro deste ano).
PRIVADOS E PÚBLICOS

“Estamos vendo uma certa disputa entre os bancos privados para oferecerem menores taxas e a tendência é que as condições de crédito melhorem na medida em que as captações aumentem”, ressalta o consultor de financiamento da Ademi-PE e diretor da W Engenharia, Whashington Marques. Ele destaca, no entanto, que a situação não é a mesma entre os bancos privados, principalmente a Caixa Econômica Federal (CEF), maior operadora de financiamento imobiliário do País. “Esses sofreram muitos abalos, como o FGTS – pelos saques das contas inativas e pela perda de captação gerada pelo desemprego – e outros usos que não focaram o mercado de imóveis”. Da parte do consumidor resta, então, não se contentar às taxas de balcão e usar a disputa dos bancos privados ao seu favor para barganhar as melhores condições.



Diário de Pernambuco - Diário Econômico | 05 de setembro de 2017

Uma obra sem fim

Há três anos, a Refinaria Abreu e Lima (Rnest) começava a etapa de pré-operação. O fogo aceso dava início ao projeto, mesmo com a obra ainda em andamento. Três anos se passaram e o status se mantém: ainda operamos com a capacidade limitada e sem previsão de conclusão. No lançamento, a Refinaria chamava a atenção pela grandiosidade. Foram 40 mil pessoas atuando na construção - número só visto durante a construção de Brasília – de um projeto inicialmente orçado em US$ 2,4 bilhões, cuja cifra depois subiu para mais de US$ 20 bilhões. Foram esses números que deram ao empreendimento o título de joia da coroa pernambucana. A corrupção fez a joia perder o brilho. A obra foi contaminada por um forte esquema de corrupção investigado pela Polícia Federal. As máquinas foram paralisadas e as licitações necessárias para a finalização da primeira etapa, adiadas. Pior. A segunda etapa foi suspensa. A Rnest hoje opera parcialmente o primeiro conjunto de refino (conhecido como primeiro trem). Este ano, após quase dois anos sem avanço, as obras para finalização desta primeira etapa foram retomadas, um suspiro de esperança para quem está em busca de um emprego. No banco de currículos do Sintepav/PE, mais de dez mil profissionais estão cadastrados. Funcionários que atuaram na etapa de construção pesada e que hoje buscam uma recolocação. Apenas dois mil devem ser contratados. Uma convocação que vem acontecendo desde maio e seguirá até novembro, a depender da demanda. O número subiria se houvesse uma previsão de retomada da segunda etapa da refinaria. Mas esse é um sonho sem data de sair do papel. Nos planos de negócios, a Petrobras, responsável pelo projeto, deixa claro que busca um parceiro para concluir a segunda etapa. Mas, diante de cenário de corrupção, quebras de contratos e incertezas políticas, quem se arrisca a embarcar?



Se fosse total...
Apesar dos problemas para conclusão do projeto, a Refinaria Abreu e Lima não pode ser considerada um elefante branco. Hoje, a unidade é responsável por 30% da produção nacional do Diesel S-10. Além do derivado, a unidade também produz Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), nafta petroquímica, óleo combustível e coque, ou seja, tem potencial e os números poderiam ser bem melhores.

Com ressalvas
Durante a audiência realizada ontem na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para debater a privatização da Chesf, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB), que integra a frente parlamentar em defesa da estatal na Câmara dos Deputados, não se colocou totalmente contrário à ida da Companhia para mãos privadas. Defende, no entanto, que o Ministério de Minas e Energia justifique essa necessidade. O que, segundo ele, não vem acontecendo.



Jornal do Commercio | 01 de setembro de 2017

A escola em casa e de noite

No país que, ano passado, viu o número de alunos na graduação universitária ficar quase parado
(crescimento de 0,2% sobre 2015), o fato novo está no crescimento dos alunos matriculados em
cursos com ensino a distância, que viraram desafio para as universidades públicas e foco das
faculdades privadas.
O relatório do Censo do Ensino Superior divulgado, ontem, pelo MEC, não deixa dúvidas: A onda
agora é estudar em casa e, se não der, enfrentar um curso noturno. Em 2016, o total de alunos
matriculados em cursos a distância chegou a 18,6% do total quando, há dez anos, era de apenas 4,2%.
No setor privado (pago com verba do Fies), estudam sete de cada dez alunos a noite, enquanto no
setor público é o inverso. Dito de outra forma: ter o dia todo para estudar, só se conseguir passar numa
federal.
O crescimento do ensino a distância virou o principal foco das empresas privadas no setor de ensino
no Brasil, que já matriculam 75,3% dos alunos de graduação do País. Custa mais barato, tem mais
aluno interessado e, graças à tecnologia, tem resultados até mais produtivos porque o aluno sabe que
está por sua conta e risco. Talvez seja por isso que o setor privado aposte seu futuro em termos de
rentabilidade nas plataformas de EAD.
Sobram vagas nas escolas privadas
O censo revela que, tecnicamente, existe superoferta de vagas no setor privado que só preencheu
26,9% das vagas ofertadas (91,9% nas federais) ano passado. Isso explica, em parte, o foco do setor
privado no ensino a distância que pode capturar o aluno num raio de distância maior que nos seus
cursos presenciais.
Lista bem antiga
Mas o Censo também mostra que o avanço da tecnologia e as necessidades das empresas para
melhorar produtividade não foi suprido pela universidade.
País do advogado
Como em 2009, os cursos de direito, administração e pedagogia ainda lideram as matrículas. E, só ano
passado, o de engenharia de produção entrou na lista do top 10.

9/1/2017 JC Premium

http://jconlinedigital.ne10.uol.com.br/web/ 2/3
Sem engenheiros
Mas ainda formamos mais advogados, sociólogos e administradores (23,7%) e menos engenheiros
(6,1%), matemáticos e engenheiros de computação (3%).
Poucos tecnólogos
O Censo 2016 trás um dado preocupante. Os cursos tecnológicos tiveram queda de 6,3% devido à
redução dos alunos na rede privada que agora mira no bacharelado.
Final da League of Legends
O RioMar fará a transmissão da final da temporada do Campeonato Brasileiro de League of Legends,
em promoção do Noord.Games, às 15h.
Como é trabalhar na indústria
De 11 a 15, o projeto Mundo Senai acontecerá em todas as escolas do Senai para orientação
profissional. No site: www.eventosenaipe.com.br/.
PPP para gerenciar a transposição
O ministério da Integração divulgou nota dizendo que a ideia da parceria com a iniciativa privada para
a operação do Projeto de Integração do São Francisco foi divulgada em outubro passado.
Custo da água
Os Estados acompanham com atenção o estudo que está sendo feito pelo BNDES com o objetivo de
reduzir os custos de operação, já que são eles quem vão pagar por essa água.
Quem vai pagar?
Pelo contrato celebrado, ainda em 2005, os Estados só pagariam pela água quando recebessem
também os sistemas complementares de entrega da água a municípios.



Porta; Folhape - Economia | 01 de setembro de 2017

Feirão da Casa Pronta oferece 1.500 imóveis em Shopping de Paulista

Empreendimentos são a partir de R$ 90 mil e contam com financiamento em até 360 meses pela Caixa Econômica Federal

Empreendimentos residenciais de 10 construtoras estarão disponíveis na quarta edição do Feirão da Casa Pronta, que começa nesta sexta-feira (1º) e segue até a segunda (3), no Paulista North Way Shopping, Grande Recife. São 1.500 imóveis prontos para morar, no Litoral Norte, a partir de R$ 90 mil, com financiamento em até 360 meses pela Caixa Econômica Federal e subsídios de até R$ 21 mil do programa Minha casa Minha Vida.

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A expectativa é atrair 20 mil pessoas nos três dias de evento, segundo a organização. Para facilitar a consulta e aprovação de crédito imobiliário, a Caixa também conta com um estande no evento. Para fechar negócio no local, é preciso que os interessados estejam com RG, CPF, comprovante de endereço atualizado, certidão de casamento ou nascimento, recibo de entrega de declaração de imposto de renda e comprovante de renda (holerites ou extratos bancários).

O Feirão da Casa Pronta acompanha o horário do shopping das 9h às 22h de sexta a sábado e das 12h às 21h, no domingo. O Paulista North Way Shopping fica localizado na PE-15, 242, no Centro de Paulista.



Portal Folhape - Economia | 01 de setembro de 2017

Etapa do presídio de Itaquitinga é concluída

Obra da unidade chamada de URSA-1 ficou pronta e deve ser inaugurada ainda este ano

Com cinco anos de atraso, o Governo de Pernambuco pode enfim dizer que o Complexo Integrado de Ressocialização de Itaquitinga (CIR-Itaquitinga) tem obras prontas. É que o trabalho de adequação e conclusão da Unidade de Regime Semiaberto I (URSA-I) chegou ao fim em agosto. E a expectativa é de que a unidade, que tem capacidade para receber mil reeducandos, seja inaugurada ainda neste ano. Para o URSA-2, no entanto, ainda não há previsão de retorno das obras.

O Gabinete de Projetos Estratégicos do Estado (Gape-PE) explicou que as obras do URSA-I, que custaram R$ 9,6 milhões e duraram oito meses, foram finalizadas, mas ainda passam por inspeção e precisam ser equipadas. Por isso, a unidade não pode ser inaugurada tão rapidamente. “Atualmente está sendo realizada vistoria para o recebimento da obra pelo Governo de Pernambuco, que poderá, a depender da avaliação, implicar na realização de eventuais ajustes, pela construtora responsável, que terá um prazo de até 30 dias para execução das medidas”, informou, em nota, o Gape.

Só depois disso, o pavilhão será formalmente repassado para a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), que é a responsável pelas unidades prisionais pernambucanas através da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres). Titular da pasta, Pedro Eurico já revelou que a ideia é transferir presos do Complexo Prisional do Curado e do Presídio de Igarassu, que hoje estão superlotados, para Itaquitinga. Por isso, a secretaria já deu início ao trabalho necessário para a equipagem do URSA-I. Ontem, a pasta publicou editais para aquisição de equipamentos de rede local e de TVs para a sala de videomonitoramento do presídio. E a Seres ainda promete lançar outras licitações desse tipo nos próximos dias. “A inauguração da unidade deve ocorrer até o final deste ano”, explicou a Seres.

A secretaria admitiu que não sabe quando o URSA-2 poderá ser concluído. É que o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) ainda não autorizou o uso dos recursos que fizeram o Governo de Pernambuco anunciar, em maio deste ano, o início do processo licitatório que vai possibilitar a retomada das obras deste pavilhão. Por isso, a etapa continua suspensa. “A Secretaria aguarda a aprovação do projeto pelo Depen”, reforçou a Seres.

Atraso
Inicialmente, o CIR-Itaquitinga seria inaugurado em 2012. Porém, naquele ano, as obras do complexo, que eram realizadas através de uma Parceria Público-Privada (PPP) com a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Reintegra Brasil S.A, foram paralisadas. Só no ano passado o Estado pôs fim a esse impasse, decretando a caducidade da PPP e assumindo a responsabilidade das obras. Foi o Estado, por exemplo, que lançou a licitação que possibilitou a finalização do URSA-I.