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Comunicação

Clipping

Casas modelo serão construídas em Fernando de Noronha

Fonte: Portal G1 | 18 de maio de 2018

Casas modelo serão construídas em Fernando de Noronha

Residências devem ser erguidas com material sustentável

Casas, com materiais sustentáveis, vão ser construídas em Fernando de Noronha para servir de modelo. As residências serão erguidas em sistema de mutirão e vão ser utilizadas por moradores carentes. Diretores da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra), estão na ilha atendendo ao convite da Assembleia Popular Noronhense (APN) e deram início Á discussão do projeto.

“Vamos tocar o projeto, a Adra é um parceiro e deve treinar a mão de obra. Nós devemos fabricar bolos de material reciclado, como pó de vidro, e também estamos em busca de outros projetos sustentáveis. A ideia é fazer uma capacitação para as famílias que serão atendidas. Vamos construir quatro casas ainda este ano. Nós vislumbramos construir 56 residências”, falou o presidente da APN, Antônio Carlos Nascimento.

Os representantes da Adra e da APN estiveram reunidos com O diretor da Administração da Ilha, Josberto Rocha Sobrinho. O Governo deve ser parceiro no projeto sustentável. “É o início do trabalho, de um entendimento, eu acredito que é possível a parceria porque é para atender os anseios da comunidade. Nós vamos fazer um cronograma para ver os passos a seguir”, falou o Josberto Rocha.
Os diretores da Agência Adventista visitaram famílias carentes de Noronha, como os moradores da comunidade Carandiru, na Vila do Trinta. “Nós não esperávamos encontrar tanta demanda, não é o paraíso decantado pela mídia. Nós vimos que existem muitas famílias em situação de vulnerabilidade, elas precisam de ajuda”, falou o pastor Fábio Carbonaro Salles, diretor da Adra.

Parceria

“Nós devemos fechar parceria com a APN para construir casas piloto. Devemos trazer voluntários, mão de obra especializada, para a construção junto com as pessoas que serão beneficiadas, para que valorizem a ação”, finalizou Fábio Salles.




Novo prazo para rodovias fica no papel

Fonte: Portal G1 | 18 de maio de 2018

Novo prazo para rodovias fica no papel

Governo decidiu não propor mais uma MP ou PL para esticar de 5 para até 14 anos a realização de investimentos em contratos de concessão de rodovias

Ao contrário do que prometeu às concessionárias, o governo decidiu não mais propor medida provisória (MP) ou projeto de lei para alongar de 5 para até 14 anos o prazo para a realização de investimentos prometidos em contratos de concessão de rodovias federais. Considerado fundamental para salvar principalmente os empreendimentos leiloados no governo de Dilma, esse prazo adicional poderá até ser criado, desde que seja uma proposta do próprio Congresso Nacional.

O governo chegou a editar uma MP no ano passado, de número 800, para permitir a mudança dos contratos. Ela, porém, não foi votada pelo Congresso a tempo. Perdeu a validade no fim de fevereiro sem produzir efeito, apesar de a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter recebido quatro pedidos de alongamento de prazo com base na MP.

Quando a MP perdeu a validade, o governo prometeu editar uma nova MP ou enviar ao Congresso um projeto de lei com pedido de tramitação em regime de urgência. A promessa, porém, não foi cumprida.


Segundo informou ao jornal 'O Estado de S. Paulo' o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro, os termos da MP 800 poderão ser recriados por um projeto de lei a ser apresentado por algum deputado da base governista. Mas ainda não está decidido se a iniciativa será tomada. No momento, é feita uma avaliação política sobre as chances de a iniciativa avançar.

"Já estou pronto a apresentar (o projeto de lei), desde que o governo apoie e o presidente da Câmara se comprometa em pautar", disse o deputado Maurício Quintella (PR-AL), que era o ministro dos Transportes quando a MP 800 deixou de vigorar. Além de dar mais prazo para os investimentos, o projeto de lei vai prever punições para a concessionária que, beneficiada com o prazo mais longo, volte a ficar inadimplente. Nesse caso, ela será declarada inidônea e ficará dez anos sem poder contratar com o governo.
"É lamentável", disse o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, César Borges, em relação à decisão do governo. Ele acrescentou que, sem uma nova adequação dos prazos, as rodovias serão devolvidas, quando o governo concluir o decreto da relicitação. "Isso trará atraso maior dos investimentos e, certamente, tarifas de pedágio maiores."



Fonte: Diário de Pernambuco | 17 de maio de 2018

Crescimento de 65% no primeiro trimestre

Os números da construção civil no país mostram que, aos poucos, o setor está voltando aos trilhos e os reflexos também são sentidos em Pernambuco. No primeiro trimestre de 2018, o Nordeste foi a região que apresentou o maior crescimento nas vendas em relação ao mesmo período de 2017: 29% - a média no Brasil foi de 9,4%, devido às 94.221 unidades comercializadas. A Construtora Queiroz Galvão, por exemplo, já contabiliza uma alta de 65% nessa mesma base comparativa. Um cenário que contrasta com o crescimento de 2,8% de 2017 para 2016.

“Nossa venda líquida, contabilizando a exclusão dos distratos, já é maior em 2018, somente com os números do primeiro trimestre, a todo o ano de 2017”, destacou Múcio Souto, diretor regional da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário. “Avaliamos que 70% do volume de distrato que tinha de ocorrer já aconteceu”, acrescentou Múcio, reforçando o otimismo do grupo em 2018.

Para dar vazão ao estoque - hoje, ainda tem 20 produtos em comercialização -, a Queiroz Galvão vem apostando em eventos no qual consiga manter uma sinergia com o clientes e assim acelere o processo de fechamento de negócio. Por isso, até o dia 31 deste mês, o grupo está presente no RioMar Casa, mostra com mais de 40 ambientes que refletem a casa urbana, de praia, ambientes gastronômicos em várias abordagens e escritórios empresariais. “É uma das principais mostras de decoração e ambientação do país. Estamos com um lounge que virou um espaço de sensações e uma oportunidade também de fechar negócios”, disse Carol Boxwell, superintendente comercial e de marketing. “A hora de comprar é essa, já que o momento é de juros mais baixos e condições flexíveis de preço. Quem está com recursos vem fazendo bons negócios”, enfatizou Carol, lembrando também das oportunidades que estarão abertas do Feirão da Caixa, marcado para 25 a 27 de maio. Hoje, a Queiroz Galvão vai promover uma palestra do arquiteto e urbanista Carlos Fernando Pontual, que assina os últimos empreendimentos da empresa.



Fonte: Diário de Pernambuco | 17 de maio de 2018

Injeção financeira na adutora

Ministério da Integração Nacional garantiu o empenho de mais R$ 70 milhões necessários para dar celeridade à obra hídrica em Pernambuco

A Adutora do Agreste vai ganhar mais um reforço financeiro para manter a celeridade da obra. Ontem, o ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua, garantiu ao governador Paulo Câmara (PSB), durante reunião em Brasília, o empenho de R$ 70 milhões para manter o andamento do projeto. Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o valor faz parte do total de R$ 150 milhões previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) da União destinado à adutora. A primeira parte dos recursos (R$ 80 milhões) já havia sido garantido pelo ex-ministro da pasta Hélder Barbalho, em uma audiência realizada em 25 de abril último.

“Com a garantia dada pelo ministro, nós fechamos em 100% os recursos que estavam empenhados na LOA para 2018”, frisou o presidente da Compesa. Tavares disse, ainda, que Antônio de Pádua prometeu se reunir com os técnicos da Secretaria da Fazenda para liberar, até o final de maio, valores em torno de R$ 30 a R$ 40 milhões. “É dinheiro que vai cair na conta e nos permitir concluir as obras da Adutora do Moxotó, que vai entrar em pré-teste de operação em junho”. O sistema liga a Transposição do Rio São Francisco à Adutora do Agreste.

Os recursos também vão servir, de acordo com Roberto Tavares, para abrir novas frentes de trabalho nos municípios do Brejo da Madre de Deus, São Bento do Una e Lajedo, além de acelerar os serviços nas demais 30 frentes de trabalho da adutora. Durante a reunião, o ministro Antônio de Pádua informou a Paulo Câmara ter dado a ordem de serviço para o início da obra do Ramal do Agreste, projeto que vai ligar com toda vazão da Transposição com a Adutora do Agreste.

Do total de R$ 1,2 bilhão de repasse do governo federal destinado ao reservatório, já foram liberados R$ 800 milhões. “Temos agora R$ 150 milhões empenhados e a perspectiva de receber, até o fim de maio, cerca de R$ 30 a R$ 40 milhões”, complementou Tavares. No encontro, o governador também pediu ao ministro da Integração a liberação de R$ 117 milhões para obras de reconstrução da infraestrutura dos municípios atingidos pelas chuvas de 2017 e mais R$ 27 milhões para a implantação da geomanta nas áreas de morro da região. “O ministro, por meio da Defesa Civil Nacional, ficou de encontrar uma forma de viabilizar os recursos. O presidente Michel Temer, que esteve em Pernambuco após as chuvas de 2017, tem consciência da importância dessas obras de prevenção”, afirmou o governador.

O socialista também esteve com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, para discutir projetos de interesse do estado nas áreas de saneamento e habitação. Na audiência, ele recebeu a notícia de que parte do projeto de saneamento do município do Paulista estava em processo de cancelamento, porque, na gestão anterior do ministério, de um contrato de R$ 446 milhões, apenas R$ 40 milhões tinham sido empenhados, colocando em risco os R$ 400 milhões restantes do convênio original.



Comunidade da Brasília Teimosa aguarda habitacional

Fonte: Folha PE | 12 de maio de 2018

Comunidade da Brasília Teimosa aguarda habitacional

QUATROCENTAS FAMÍLIAS ESPERAM PELA MORADIA DIGNA PROMETIDA À COMUNIDADE HÁ SETE ANOS PARA O TERRENO DO ANTIGO AEROCLUBE

São 35 mil famílias que moram na comunidadede Brasília Teimosa, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife. Dessas, cerca de 400 lutam por um teto digno, segundo o Conselho dos Moradores do bairro. Convivem com a esperança de, um dia, conseguir um apartamento nos habitacionais Encanta Moça I e II, que serão construídos em parte do terreno do antigo Aeroclube, às margens da via Mangue, também no Pina. Uma promessa da gestão municipal que não sai do papel há sete anos, mas que reacendeu em reunião na sede do conselho entre os moradores da comunidade e o secretário de Governo e Participação Social, Sileno Guedes, às 20h da última quarta-feira.

O encontro, ressalta a presidência do conselho, ocorreu como uma forma de acalmar os ânimos da comunidade, que prometia um protesto na saída do túnel do Pina a fim de cobrar a construção dos conjuntos habitacionais. Apesar de os entraves burocráticos alegados pela gestão municipal, a Autarquia de Urbanização do Recife (URB) esclareceu que a reunião foi para “reafirmar o compromisso da Prefeitura do Recife em desenvolver um projeto no terreno do antigo Aeroclube, contemplando a construção de moradias no local”.

Hoje, conforme o órgão municipal, a URB “vem estudando junto com a sociedade o melhor uso para o terreno do antigo Aeroclube e que os estudos passam por dar ao terreno um uso público diversificado que contemple tanto a questão da Habitação de Interesse Social, proposta original para o terreno e importante demanda das comunidades da Zona Sul do Recife, quanto a questão da sustentabilidade e prestação de serviços para a Cidade, dado o posicionamento estratégico e tamanho do terreno”. Paralelamente, conforme publicado no dia 3 de abril no Diário Oficial do Município (DOM), a URB lançou chamamento público para a contratação de empresa de engenharia com interesse em construir as 600 unidades habitacionais (sendo 300 em cada conjunto).

A URB, inclusive, afirmou que esse “chama­mento é o primeiro passo necessário para viabilizar o empre­en­di­mento com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida, sob coordenação e responsabilidade da Caixa Econômica Federal”. Mas, até que essa contratação aconteça, o dra­ma de muitos moradores da comunidade está lon­ge de acabar. É por meio de um beco estreito, ao ponto de passar apenas uma pessoa por vez, paralelo à rua Paru, que mora há 48 anos a dona de casa Luciene Leão, hoje com 51. É precária a situação: em apenas um cômodo, onde ela improvisa a cozinha, sala e quarto, mo­ram uma filha e três netos, além dela e o marido que ganha a vida com os trocados que recebe como flanelinha. “Mesmo com toda essa situação, não me entrego. É me contentar com o que pouco que tenho hoje e acreditar que Deus vai me dar mais lá na frente”, ressaltou.

Vizinha de Luciana, a também dona de casa Luciana Wanderley Costa, de 42, compartilha do mesmo sentimento. “Primeiro Deus para ter piedade da gente, depois, ter fé que as autoridades competentes tenham também, não é? Não é fácil conviver entre baratas, ratos e escorpiões. Só ano passado, fui picada por escorpião três vezes. Você dorme com medo de bicho e de chuva”, conta ela, que mora com o marido, quatro filhos e dois netos.

“Eu queria muito ganhar um teto, uma casa de verdade que tenha cozinha, sala e banheiro decentes. Queria muito isso antes de morrer: a certeza de que meus filhos e netos estarão bem.” Em nota, a URB assegurou que ca­so o projeto da empresa vencedo­ra do chamamento público seja a­pro­­vado, “o município fica respon­sável pela doação do terreno ao Fundo de Arrendamento Residen­cial (FAR), pela seleção das fa­mílias e acompanhamento social, além dos estudos de viabilida­de do terreno escolhido”, finalizou.



Fonte: Diário de Pernambuco | 11 de maio de 2018

Setúbal: um bairro para chamar de seu

Já de posse do resultado de alguns estudos realizados, Prefeitura do Recife vai apresentar proposta definindo regras para regulamentar emancipações

Se fosse preciso fazer um vestibular para deixar de pertencer a Boa Viagem e se tornar um bairro independente, Setúbal, na Zona Sul, passaria sem problemas na prova de seleção. Os primeiros levantamentos e estudos feitos pela Prefeitura do Recife apontam que a localidade atende aos requisitos técnicos e, em breve, os moradores dessa área terão um bairro para chamar de seu.
A previsão é que, até o próximo mês, o Poder Executivo municipal lance uma proposta de regulamentação que definirá regras e procedimentos para constituir determinada região em bairro e Setúbal será a primeira da lista. “O local reúne todas as condições para se transformar num novo bairro da cidade”, antecipou o secretário municipal de Planejamento Urbano, Antônio Alexandre.
Além de observar as normas cartográficas nacionais e estatísticas para definir as limitações de territórios, é preciso analisar o grau de autonomia da região candidata a virar bairro, sem esquecer da infraestrutura e ofertas de serviços. Outro aspecto é verificar se a população concorda com a mudança. A Lei Orgânica do município estabelece que é de competência do vereador propor alteração na divisão territorial da cidade, o que inclui os bairros. O problema é que até agora isso não foi regulamentado. “A cidade não vai ganhar nada criando bairros, apenas pela vontade ou reconhecimento de determinada localidade. A proliferação desordenada tem uma série de implicações que necessariamente não vão beneficiar a comunidade”, alertou.

TORCIDA
Se depender dos moradores de Setúbal, a alteração da localidade para bairro já deveria ter sido aprovada. Morador da região desde 1996, o vereador Wanderson Florêncio (PSC) é um dos maiores entusiastas da proposta de mudança. Ele vem trabalhando por essa “emancipação” há três anos e conseguiu aprovar, por unanimidade, o requerimento 6061/2016 na Câmara Municipal do Recife. Sua solicitação foi encaminhada para análise do Poder Executivo. “Não entramos com projeto de Lei porque estava pacificado na Câmara que a iniciativa deveria partir da Prefeitura do Recife via decreto. O prefeito pediu para ouvirmos as pessoas e saber se essa era a vontade dos moradores e não apenas um ato de um vereador ou do prefeito”, comentou o vereador.
Segundo Wanderson, as pessoas que residem em Setúbal defendem o lugar onde moram como sendo realmente seu. “Elas se veem fazendo parte de um bairro que têm amor por ele. Gostam muito do local que vivem, os vizinhos se conhecem e as pessoas se encontram sempre”, comentou o vereador. Em sua avaliação, um decreto sendo do Executivo evitaria a proliferação de propostas sem que as localidades tenham condições de realmente virarem bairro. “Isso evitará que haja farra de criação de novas propostas”.
Para integrar os moradores e fazer com que as pessoas atuem de maneira sintonizada, vários coletivos foram criados em Setúbal. Um deles trata da questão da segurança pública. Integrante do Setúbal Seguro, o morador Lucilo Andrade Lima, ressalta a importância de Setúbal deixar de ser um “apêndice” de Boa Viagem, já que a região é caracterizada como um bairro de fato. “Por meio do aplicativo Policiamento Setúbal, fazemos um trabalho de compartilhamento de informações com os moradores sobre a criminalidade na área em parceria com a Polícia Militar. As pessoas saíram da postura de ser apenas contribuintes para interagir com os órgãos públicos e obter resultados. A partir dessa ação coletiva, conseguimos reduzir o número de assaltos em 30%. Essa estatística é corroborada com a PM”, informou.
A discussão por parte da prefeitura agora é definir se a mudança de Setúbal para bairro será por meio de decreto ou projeto de lei. “Não existe regulamentação ainda. O que há são considerações e estudos, além da fundamentação técnica. O importante é criar uma regra para apreciação de propostas de reconhecimento de novos bairros. É importante informar que, ao transformar Setúbal em bairro, o IPTU não vai aumentar”, disse o secretário Antônio Alexandre.
Além do requerimento de Wanderson, tramita na Câmara desde o ano passado um projeto de Lei do vereador Rodrigo Coutinho (SD) tratando sobre o mesmo assunto.



Boa Viagem: Da vila de pescadores ao superbairro

Fonte: Diáro de Pernambuco | 11 de maio de 2018

Boa Viagem: Da vila de pescadores ao superbairro

Com 123 mil habitantes, Boa Viagem tem população maior que grande parte dos municípios da RMR e abismo socioeconômico dentro de seus limites

A colônia de pescadores que se tornou uma praia de veraneio e hoje é o bairro mais populoso do Recife. Com 123 mil habitantes, Boa Viagem tem dimensões de cidade. Dos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife (excetuando a capital), só perde em população para Jaboatão, Olinda, Paulista e Cabo de Santo Agostinho. Se o bairro fosse um município, seria o quinto maior da RMR, com quase o dobro dos moradores de Moreno, que tem 62 mil habitantes, e seis vezes mais que Araçoiaba (20 mil).

Entre 2000 e 2010, Boa Viagem ganhou mais de 20 mil novos moradores, segundo o IBGE. Outro grande crescimento aconteceu na década de 1970, de acordo com o pesquisador Paulo Reynaldo Maia Alves, autor do livro Os valores do Recife: o valor do solo na evolução da cidade. A obra, de 2009, revela um incremento demográfico de 175,76% entre os anos 1960 e 1970. Naquela década, o bairro - junto ao Pina - somava 77.467 habitantes. “A procura por Boa Viagem é fruto de vários motivos, sendo o mais relevante a existência da praia”, pontua o autor.

O banho de mar, porém, nem sempre foi visto como um atrativo. “A península do Pina e Boa Viagem era separada do Centro do Recife pelo rio. Na época, não havia distribuição de água tratada para as residências, então era um problema, pois não havia água doce em casa para se banhar depois de ir ao mar. Assim, o banho de rio era mais procurado. Com a chegada da água às casas e a construção das pontes, que ligavam o bairro ao Centro, a popularização de Boa Viagem começou, e a proximidade com o mar passou a ser uma vantagem”, explica o arquiteto e urbanista Ênio Eskinazi.

Foi na década de 1970, época de expansão do bairro, que o advogado aposentado Luciano Carvalho, 83 anos, comprou um terreno em Boa Viagem. “Aqui era um lugar tão sem atrativos que minha mulher disse ‘arrume outra para ir morar com você nesse fim de mundo'”, lembra. Convencida por ele, a esposa aceitou trocar Casa Forte, na Zona Norte, pela então praia de veraneio. “Hoje, ela não quer sair daqui. Foi onde criamos nossos filhos, ganhamos nossos netos”, diz.

Na época, o principal fascínio que o bairro causava era a proximidade com o mar. “Na minha infância, meu pai nadava em Boa Viagem. Ele ia ao fundo, se exercitando. Não tinha tubarão, mas eu já tinha medo e ficava só observando da areia”, recorda o filho do advogado, Luciano Carvalho Júnior, 53. Como escreveu Gilberto Freyre no Guia prático, histórico e sentimental da Cidade do Recife, “um banho em Boa Viagem é um dos maiores regalos que o Recife oferece a adventícios, tanto quanto a nativos”.

Luciano viu a chegada de lojas, do Shopping Recife, dos edifícios. “Não existia prédio onde moro.” Hoje, o advogado vive em uma casa cercada de espigões. O jardim, a piscina e a mesa ampla para um café da manhã na área externa fazem o visitante esquecer que está em Boa Viagem. “Muitas construtoras já me procuraram para comprar, mas não saio”, diz.

Uma síntese da capital pernambucana
Síntese do Recife, Boa Viagem convive com problemas de mobilidade urbana e relacionados à segurança pública. Apesar de ter uma das maiores taxas no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), lida com uma visível desigualdade. O IDH 0,951 - de uma escala que vai de 0 a 1 - faz Boa Viagem ter um índice maior do que o de países desenvolvidos. Hoje, a Noruega é o país com o maior índice de desenvolvimento humano do mundo (0,949). A média do Brasil é de 0,754 - número considerado elevado, mas não muito alto.

Entre a orla, onde a realidade se assemelha mais à Noruega do que ao Brasil, e as comunidades Entra Apulso, Borborema e Ilha do Destino, que têm índices mais próximos aos de países africanos de baixo IDH, diferentes facetas do bairro podem ser observadas. As três comunidades são consideradas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) da cidade.

Para o arquiteto e urbanista Ênio Eskinazi é sobre essas questões que o poder público deve se debruçar hoje ao pensar Boa Viagem. “O bairro já foi totalmente ocupado após uma especulação imobiliária desenfreada, que colocou parte da população à margem dos 'benefícios' criados. Não há muito o que se discutir do ponto de vista da ocupação do solo, pois o bairro está saturado. Agora, é preciso pensar sobre como oferecer qualidade de vida aos moradores, como melhorar a mobilidade e a segurança”, ressaltou.

O futuro de Boa Viagem é pensado pelo poder público levando em consideração diversos eixos, entre eles o ambiental, o econômico, o social e o urbano. O secretário Municipal de Planejamento Urbano, Antônio Alexandre, ressaltou que essas dimensões são observadas no Plano estratégico de desenvolvimento de médio e longo prazos para a cidade do Recife 2037 (Recife 500 anos) e a revisão do Plano Diretor.



Fonte: Diário de Pernambuco | 11 de maio de 2018

Móvel na Avenida Boa Viagem continua sendo o sonho de consumo dos recifenses

Mesmo com o metro quadrado custando R$ 10 mil, em média, a procura continua grande, segundo representantes do mercado imobiliário

Oito quilômetros de asfalto que concentram os edifícios mais valorizados pelo mercado imobiliário recifense. Muito além de um cartão-postal, a avenida Boa Viagem é o sonho de quem deseja morar de frente para o mar e cercado de uma completa infraestrutura. E nem mesmo um metro quadrado que custa R$ 10 mil, em média, e a pouca disponibilidade de terreno para novas construções faz o interesse dos poucos afortunados que têm condições de manter esse padrão de vida diminuir.

“A principal atração é o mar, sem dúvidas. Mas a avenida também possui um calçadão, uma infraestrutura de parques que foram revitalizados. Para quem possui criança, por exemplo, é uma ótima opção de lazer”, comenta Betinha Nascimento, diretora de assuntos imobiliários do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE). “A praia de Boa Viagem era a única que tínhamos no Recife. Quem mora na avenida tem a certeza de que não haverá construções atrapalhando a vista e os apartamentos localizados ali acabaram consistindo numa espécie de grife pelo padrão”, complementa Eduardo Abath, diretor fiscal do Sindicato da Habitação do estado (Secovi-PE).

Atualmente, existem cerca de 6,5 mil imóveis na avenida, sendo 6,4 mil residenciais, segundo dados da Prefeitura do Recife. A alta densidade demográfica aliada à escassez de terrenos faz com que os lançamentos na região vendam como água. Exemplo disso é o caso do edifício Carmem Costa, da construtora Rio Ave, que teve metade dos 60 apartamentos comercializados em apenas 48 horas. “Não fizemos nenhum tipo de campanha de lançamento, como anúncios, material publicitário ou estande de venda. As pessoas interessadas em lançamentos na região se cadastraram via e-mail”, explica Carolina Tigre, gerente comercial da Rio Ave. Pouco tempo depois, a construtora conseguiu comercializar mais 12 apartamentos, restando apenas 18 disponíveis.

O metro quadrado do empreendimento custa, em média, R$ 11,5 mil, e os apartamentos comercializados possuem 189 ou 368 m². “Como temos uma demanda maior que a nossa oferta, pudemos identificar melhor o perfil do comprador”, diz Carolina, afirmando que a maior parte dos clientes são pessoas que querem residir no edifício. “Identificamos que a avenida Boa Viagem é um modelo de moradia definitiva. São pessoas que se mudam com a família e estão em busca de qualidade de vida”.

Apesar de toda essa procura, na avaliação dos especialistas a avenida está longe do seu “limite de valorização”. “O que vai fazer o preço subir é a economia como um todo. Sempre vai acabar valendo mais (no futuro em comparação aos dias atuais)”, diz Eduardo Abath. Mesma opinião de Betinha Nascimento. “Na proporção em que as áreas para construção diminuírem, o preço naturalmente vai subir”. A tendência, segundo Abath e Betina, é que no longo prazo os prédios antigos sejam demolidos, dando lugar a edifícios modernos e com mais apartamentos.



Produção industrial cai em oito locais pesquisados pelo IBGE

Fonte: Folha PE | 10 de maio de 2018

Produção industrial cai em oito locais pesquisados pelo IBGE

A principal queda ocorreu na Bahia (-4,5%), seguida por Rio de Janeiro (-3,7%) e pela Região Nordeste (-3,6%).

A produção industrial recuou em oito dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de fevereiro para março deste ano. A principal queda ocorreu na Bahia (-4,5%), seguida por Rio de Janeiro (-3,7%) e pela Região Nordeste (-3,6%).

Outros locais com diminuição na produção de fevereiro para março foram: Santa Catarina (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,9%), Paraná (-0,9%), Minas Gerais (-0,5%) e Ceará (-0,2%).

Sete estados tiveram alta na produção: Pará (9%), Mato Grosso (4,7%), Espírito Santo (2,8%), Amazonas (2,6%), São Paulo (2%), Goiás (1,2%) e Pernambuco (0,2%).

Na comparação com março de 2017, oito locais acusaram queda (com destaque para Bahia: -5,3%) e sete tiveram alta. No Amazonas, o avanço foi de 24,3%.

Já nos acumulados do ano e de 12 meses, houve mais alta do que queda. No acumulado do ano, houve crescimentos em dez locais, inclusive, no Amazonas, com alta de 24,4%, e recuos em cinco locais. No Espírito Santo, -6%.

No acumulado de 12 meses, onze locais acusaram alta. O melhor resultado foi obtido pelo Pará: expansão de 10,1%. Quatro locais apresentaram queda na produção. O pior resultado ocorreu em Pernambuco: -2%.



Presidente Kennedy: Olinda garante plano de requalificação

Fonte: Folha PE | 10 de maio de 2018

Presidente Kennedy: Olinda garante plano de requalificação

Prefeitura afirmou que de início ao processo para a elaboração de um projeto para revitalizar toda a avenida Presidente Kennedy

A Prefeitura de Olinda, em resposta à denúncia da Folha de Pernambuco sobre os problemas da avenida Presidente Kennedy, garantiu estar se empenhando para que um plano de requalificação seja criado. De acordo com o Secretário de Serviços Públicos, Evandro Avelar, desde o ano passado, a gestão municipal deu início a tratativas com o Governo do Estado para a elaboração de um novo projeto de revitalização do corredor. A avenida tem um histórico de transtornos como buracos no pavimento, irregularidade nas calçadas e alagamentos por causa dos efeitos da chuva.

A reportagem da Folha visitou a Presidente Kennedy ontem e constatou os perigos elencados pela população. O risco de tropeçar ou escorregar é grande, reclamam os pedestres, já que a água acumulada que não tem para onde escoar exige das pessoas atenção redobrada. De acordo o comerciante Leandro Viana, proprietário de um restaurante que fica na avenida há dois anos, toda vez que chove os transtornos se repetem. “As pessoas passam com a água nos joelhos. Já presenciei diversas quedas por causa dos buracos nas calçadas que ficam submersos”, contou. Ele criticou a prefeitura por não realizar uma obra definitiva. “É aquele famoso enxugar gelo. Eles vêm, fazem a limpeza da avenida e só.”

Os obstáculos no pavimento da Presidente Kennedy não são os únicos problemas na avenida. A combinação água da chuva e esgoto, que gera odor e risco de contaminação, também preocupa. Outra denúncia foi feita pelo segurança Wellinton Mendonça. “Eu já falei com a Celpe, mas nada foi feito. Esses dois postes, quando chove, dão choque, é um perigo para as pessoas que passam.” “Entra prefeito, sai prefeito, mas nunca resolve”, afirmou o comerciante Fábio da Silva, proprietário de uma loja de conserto de automóveis há 10 anos.

Os transtornos na avenida Presidente Kennedy estão também trazendo problemas financeiros para muitos que têm um estabelecimento comercial. O vendedor Guilherme Dantas disse que o movimento cai muito não só quando chove, mas até a água escoar, porque ela demora dias para baixar. “Quando está chovendo, é certeza de movimento parado. O pessoal já sabe, é inviável vir para cá. Termina prejudicando e muito a gente”, avaliou.

Segundo a Prefeitura de Olinda, a atual gestão já executou um dos trechos críticos da Presidente Kennedy, na altura do Centro da Moda, sanando problemas de alagamento que geravam grande impacto para a população. A expectativa é de que, no prazo de 60 dias, já seja possível o início da execução de obras de microdrenagem para conter os alagamentos no referido corredor. O Estado também deverá contratar um projeto de reforma mais amplo, perfazendo toda a estrutura física da avenida, incluindo o pavimento e o tráfego. Dentro do pacote de requalificação, também estão previstas melhorias no tempo semafórico e nos acessos de faixa exclusiva, passos que serão contemplados dentro do pacote de requalificação.