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Comunicação

Clipping

Fonte: FolhaPe | 03 de outubro de 2018

Orla de Boa Viagem passa por obras de requalificação

Novos banheiros e iluminação de LED ao longo dos 9 Km da via, integram a programação das obras

A orla de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, está passando por obras de requalificação com novos banheiros públicos, iluminação, ordenamento das barracas e manutenção do calçadão. Algumas melhorias estão em fase de conclusão, a exemplo dos dez novos banheiros públicos e dos serviços de manutenção da estrutura metálica das torres de iluminação ao longo dos nove quilômetros da via.

A requalificação, a cargo da Prefeitura do Recife, também inclui a implantação de luzes de LED, que ganhou um sistema detelegestão, permitindo o controle à distância das luminárias em todas as 131 torres e possibilitando a identificação de eventuais falhas em tempo real. De acordo com a prefeitura o investimento com a economia anual de gastos com energia elétrica vai girar em torno de R$ 700 mil.
À frente das obras dos banheiros públicos, a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) iniciou na última quinzena de setembro a recuperação dos equipamentos no trecho que fica entre Brasília Teimosa e Boa Viagem. O investimento de R$ 175,7 mil inclui a instalação de novos dispositivos e acessórios hidráulicos como tubulações e torneiras novas louças, substituição de portas e reforma dos pisos. A previsão é de que os serviços sejam concluídos em até 60 dias.

Comerciantes
Os comerciantes que atuam na orla de Boa Viagem, por meio da Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano do Recife (Semoc), foram inseridos no Projeto Orla. A iniciativa pretende beneficiar os mais de 470 barraqueiros cadastrados que negociam ao longo da faixa de areia da praia, com aproximadamente 16 mil novos equipamentos – adquiridos junto à iniciativa privada - entre eles guarda-sol maior, cadeiras, mesas de apoio, espreguiçadeiras, caixas térmicas, lixeira e carroças.

Capacitações aos comerciantes e designação de espaços livres na faixa de areia, para que os banhistas possam usufruir da praia sem, necessariamente, se instalar em alguma barraca, também integram a iniciativa do Projeto Orla. Cada um dos sete espaços determinados tem entre 10 e 20 metros, onde podem ser distribuídos os guarda-sóis e as cadeiras dos barraqueiros. Ainda de acordo com a PCR, tratativas já foram iniciadas com os quiosqueiros para a reforma dos espaços de coco que ficam ao longo do calçadão.

Confira o detalhamento das obras de requalificação da Orla de Boa Viagem:
- 10 Banheiros
- 67 Quiosques de Coco
- 01 Skate Parque
- 02 Half pipes
- 04 Quadras de tênis
- 07 Quadras Poliesportivas
- 03 Campos de Futebol
- 8,5km de ciclovia
- 9km de pista de cooper
- 9km de calçadão
- 01 Academia Recife, com 26 equipamentos de musculação em aço inoxidável
- 30 módulos de musculação
- Pracinha de Boa Viagem
- Parque Dona Lindu
- Primeiro, Segundo e Terceiro Jardim
- 01 Parcão, no Parque Dona Lindu




Fonte: Portal Pernambuco | 03 de outubro de 2018

Mercado imobiliário preocupado com uso do FGTS como garantia de empréstimo

Associação Brasileira das Incorporadoras avalia que mudanças nas regras podem prejudicar a principal fonte de recursos de financiamento do setor imobiliário e desencorajar lançamentos

Na tentativa de aumentar o volume de dinheiro em circulação no país e injetar ânimo extra na economia neste último trimestre do ano, ao liberar a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia de empréstimos, o governo poderá prejudicar um outro importante setor produtivo brasileiro: o mercado imobiliário.

Isso porque a destinação de parte dos R$ 190 bilhões que estão depositados em contas da Caixa para outras finalidades ameaça reduzir o volume de recursos que antes eram destinados exclusivamente para habitação, saneamento e infraestrutura, segundo avaliação do presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras (Abrainc), Luiz França.

“Se o dinheiro ficar escasso, a fórmula bem-sucedida do FGTS para indústria da construção estará em risco”, afirmou o executivo. “Isso nos preocupa bastante, especialmente porque pode afetar mais o segmento de baixa renda, que vinha apresentando um bom desempenho mesmo nos períodos mais agudos da crise dos últimos anos e da alta do desemprego.”

De acordo com França, a fórmula de utilização do FGTS precisa ser mantida para também não gerar ainda mais incertezas e, por consequência, desencorajar novos investimentos e lançamentos. “Especialmente no segmento da média e alta renda, há por parte dos consumidores um movimento de adiamento da decisão de compra, em decorrência da crise e do ambiente de insegurança gerado pelas eleições”, afirma o presidente da Abrainc.

Segundo o presidente da Caixa, Nelson de Souza, não há motivos para preocupações. A tese é que, ao colocar um fundo bilionário como endosso para a liberação de crédito, haverá um movimento de reaquecimento da atividade econômica, com redução do desemprego e aumento do PIB. Além disso, argumenta o executivo, vincular o FGTS como garantia de empréstimo representa saque dos valores depositados.

“Mesmo se houver uma inadimplência de 5% a 7%, que é uma média do mercado de crédito, o impacto ao sistema do fundo é pouco significativo”, diz o economista Paulo Pereira Franco, professor da Fesp-SP. “Mas é improvável que essa linha de financiamento tenha problemas com falta de pagamento, já que para ter acesso ao empréstimo é preciso estar empregado e atender a todos os demais critérios de análise dos bancos.”

A utilização do FGTS como garantia de empréstimos está sendo oferecida desde 26 de setembro pela Caixa. O governo já negocia a mesma linha com o Banco do Brasil. Outras instituições financeiras, inclusive as privadas, também poderão adotar a mesma modalidade, desde que firmem convênios com as empresas para que os trabalhadores possam contratar o empréstimo.

Os juros da nova modalidade não poderão ultrapassar, por lei, 3,5% ao mês. Na Caixa, as taxas mínimas no consignado com FGTS partem de 2,46%. O prazo de pagamento é de até 48 meses. Cerca de 37 milhões de trabalhadores no país têm contas vinculadas ao FGTS, segundo dados do Ministério do Trabalho. Pelas contas da Caixa, se metade dos trabalhadores solicitar esse tipo de crédito pessoal, haverá uma injeção de R$ 37 bilhões na economia brasileira.

Perspectiva
Apesar das incertezas em relação às consequências das novas medidas de crédito sobre o setor imobiliário, Luiz França, da Abrainc, acredita que o setor poderá ser beneficiado no próximo ano com a formação de um novo governo, que será definido nas eleições deste mês. Para ele, a necessidade de estimular a economia e a geração de empregos passa pela definição de uma política de estímulo à indústria da construção.

“Tudo dependerá de como o próprio presidente eleito conduzirá a recuperação da economia, mas tenho visto que todos eles concordam que é fundamental reduzir o deficit habitacional e gerar um clima de mais confiança para que as pessoas possam adquirir imóveis e contrair financiamentos de longo prazo.”



Fonte: Diário de Pernambuco | 02 de outubro de 2018

Compesa investe R$ 32 milhões em nova adutora

Sistema irá levar água do da Transposição do rio São Francisco direto para o município de Custódia

A partir do mês de novembro, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) deve tirar do papel a construção de mais uma adutora em Pernambuco. Ao custo de R$ 32 milhões, por meio de empréstimo firmado entre o Estado e o FGTS, o Novo Sistema Adutor de Custódia, no Sertão, deverá levar água do Rio São Francisco direto para as torneiras da cidade.
De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, a obra será suficiente para tirar os cerca de 36 mil habitantes do município da dependência das chuvas. “Iremos aproveitar a mesma estrutura de captação da Adutora do Moxotó. A cidade de custódia já tem uma barragem, mas não aguenta um ano sem chuva. Com a conclusão da obra, teremos água durante todos os meses no município”, diz Tavares.

Embora já esteja em fase final do processo licitatório e com uma empresa (ainda não revelada) já vencedora, a obra, caso seja iniciada em novembro, deve ser concluída em meados do fim de 2019. O serviço consiste na construção de uma estação elevatória (sistema de bombeamento), no distrito de Rio da Barra, em Sertânia, da adutora de 23 quilômetros de extensão, às margens da BR-232, e de uma nova estação de tratamento de água - com capacidade para tratar até 85 litros de água por segundo - o que, segundo a Compesa, é suficiente para atender o município. Custódia conta atualmente apenas com o manancial de Marrecas, que tem a capacidade de armazenar 21 milhões de metros cúbicos de água, mas está em pré-colapso.

Além dessa adutora, a companhia também mantém em obras as adutoras de Serro Azul, do Alto Capibaribe e Moxotó, essa última faz o mesmo traçado do Ramal do Agreste, que deveria captar água do Eixo Leste da Transposição a partir de Sertânia e levar até Arcoverde, mas só deve ser concluída pelo Governo Federal em 2020.
MOXOTÓ

Como alternativa ao Ramal, a adutora do Moxotó, que pode transportar 450 litros por segundo, está em fase operacional e já abastece com água do Rio São Francisco cerca de 75 mil pessoas no município de Arcoverde, no Sertão. O próximo passo, segundo a própria Compesa, é fazer com que a água chegue até Pesqueira, antes do sistema adutor encontrar o começo da Adutora do Agreste, obra que carece do repasse de recursos federais.

“Moxotó já está numa fase operacional, mas funcionando com abastecimento só para Arcoverde. A perspectiva é de chegar água em pesqueira até o fim de semana que vem, depois levaremos água para Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó e São Caetano”, confirma Tavares.



Fonte: Portal JC Online | 28 de setembro de 2018

Ipojuca receberá 288 novas moradias do "Minha Casa, Minha Vida"

O município já havia sido contemplado em fevereiro deste ano com 576 moradias

O município de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, terá mais 288 novas casas populares. A informação foi divulgada pelo Ministério das Cidades, na última terça-feira (25), no Diário Oficial da União (DOU), na lista dos municípios selecionados pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida.

O município, que já havia sido contemplado no mês de fevereiro do ano passado com 576 moradias, agora conquista mais 288. O pleito já tinha sido feito pelo senador Armando Monteiro Neto e pelo deputado federal Ricardo Teobaldo.
Os empreendimentos, de acordo com a portaria nº 595 do gabinete do ministro das Cidades, Alexandre Baldy, serão feitos com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) no âmbito do Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU) para atendimento de famílias com renda familiar mensal de até R$ 1.800.


Seis estados do Nordeste contemplados

De acordo com o Ministério das Cidades, 10 municípios da Região Nordeste do país foram selecionados pelo programa. Além de Pernambuco, mais seis Estados nordestinos foram contemplados neste edital: Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Os municípios contemplados pelo programa terão, de acordo com o Diário Oficial da União, trinta dias para assinar contrato com a Caixa Econômica Federal. Em Ipojuca, a entidade contemplada foi o MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.



Fonte: Diário de Pernambuco | 28 de setembro de 2018

A urbanização de cada espaço pode definir o tipo de ocupação de cada lugar. O Diario traz um recorte das idades nos bairros Jaqueira, Graças e Aflitos

Baixa densidade demográfica, altos índices de qualidade de vida, maiores rendas per capita do Recife e proximidade com o Centro, Zona Sul do Recife e Olinda. Os bairros da Jaqueira, Graças e Aflitos estão entre os mais cobiçados da Zona Norte do Recife por reunir, além das informações citadas, outras urbanidades como ruas arborizadas, equipamentos públicos bem conservados e grande concentração de comércio e serviços. Apesar de, no dia a dia, os três bairros formarem uma fusão territorial perfeita que quase sempre é difícil de definir as linhas divisórias, as características do perfil etário de seus moradores demonstram como a urbanização de cada espaço pode definir o tipo de ocupação de cada lugar.

No caso da Jaqueira, considerado um dos mais nobres do Recife, a população acima de 60 anos é muito maior que a de jovens moradores. Para o urbanista e sócio da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan), Geraldo Marinho, que trabalha com análise de dados demosociográficos, a oferta de ampla área de lazer, de arborização, a proximidade de serviços voltados para a faixa etária e o alto valor do metro quadrado podem explicar a maior concentração de idosos nesse bairro.

“É interessante observar que dos seus 22 hectares de área territorial, 8,5 são referentes ao Parque da Jaqueira, à Praça Souto Filho (mais conhecida como Praça dos Cachorros) e à Praça Fleming. Quase metade de seu território, que é composto basicamente de seis quadras, é de áreas verdes, com pouca densidade populacional, o que eleva também o preço dos imóveis, atraindo pessoas de mais idade e que tenham condições de pagar pelas vantagens do bairro. Há 10 anos, minha mãe passou a morar na Jaqueira justamente pela ampla oferta de área de lazer”, afirma o urbanista.

O tamanho restrito do território também limita a construção de novos prédios luxuosos, com amplas áreas privativas, com pouca mobilidade em relação à ocupação dos imóveis. “No caso da Jaqueira, muitas famílias envelheceram ali. Seus filhos cresceram e procuraram apartamentos novos com perfis semelhantes, em bairros próximos, como Aflitos, Graças, Torre e Madalena, todos com características etárias mais jovens. Isso porque ao redor do Parque da Jaqueira não há mais possibilidade de novas construções. O número de compra e venda de apartamentos luxuosos antigos é inexpressivo para mudar o perfil dessa ocupação. De toda forma, é preciso observar aqui que a tendência dos bairros onde não há possibilidade de expansão é envelhecer”, destaca o professor aposentado do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Jan Bitoun. Atualmente, o especialista trabalha no grupo Observatório das Metrópoles.

A servidora pública Mônica Melo, 50 anos, representa a situação descrita por Bitoun. Até sair da casa dos pais, Mônica cresceu e “se criou” no bairro da Jaqueira. Em busca de um bairro que representasse um perfil mais próximo com seu ambiente de identificação, mas com um metro quadrado um pouco mais barato, comprou um imóvel no bairro das Graças. “Esse bairro tinha muitas vantagens para mim. É perto da minha mãe, tem boas escolas onde meus filhos puderam estudar e tem tudo o que preciso por perto. Posso fazer tudo andando. Pretendo me mudar para um apartamento menor, mas vou continuar nas redondezas”, conta a servidora pública.

No caso dos Aflitos, a população mais jovem é mais representativa, de acordo com os últimos dados demográficos, enquanto as Graças carrega consigo a característica de possuir um encontro de gerações, com a população moradora jovem e idosa apresentando os mesmos índices percentuais. “A grande oferta de serviços, que vão desde boas escolas, padarias, farmácias, mercados, bares, restaurantes, cafés, entre outros, aliada à qualidade de vida desses bairros e à proximidade do centro, atraem jovens casais, pessoas solteiras e idosos. De toda forma, de 2010 (ano de realização do último censo demográfico) para cá, houve um boom de novas construções no modelo studio ou quarto/sala. E o próximo censo, que será realizado em 2020, pode trazer alguns novos dados em relação a esse perfil etário”, avalia o urbanista Geraldo Marinho.

Características etárias da Jaqueira, Graças e Aflitos

Aflitos

Perfil etário: jovens são mais numerosos que idosos
31 hectares de área territorial
4.382 moradores, sendo:
- 861 pessoas com idade entre 0 e 14 anos
- 563 pessoas com mais de 60 anos
143,17 hab/hec é a densidade demográfica deste bairro

Jaqueira

Perfil etário: número de idosos é maior que a de jovens
26,8 hectares de área territorial
1.188 moradores, sendo:
- 192 pessoas com idade entre 0 e 14 anos
- 506 pessoas com mais de 60 anos
315 domicílios estão incluídos neste território
3 moradores em média ocupam cada domicílio
44,25 hab/hec é a densidade demográfica

Graças

Perfil etário: bairro do encontro de gerações, onde a população jovem é percentualmente a mesma da população idosa
20.538 moradores, sendo:
- 3.704 pessoas com idade entre 0 e 14 anos
- 10.648 pessoas entre 25 e 59 anos
- 3.746 pessoas com mais de 60 anos
7 mil domicílios
143,08 hab/hec é a densidade demográfica




Fonte: Diário de Pernambuco | 28 de setembro de 2018

Primeira etapa da urbanização do Rio Caibaribe, o Jardim do Baobá é um espaço especial de convivência; Segunda etapa do parque terá nova licitação

Fevereiro do ano que vem. Esse é o novo prazo da Prefeitura do Recife (PCR) para a retomada das obras da segunda etapa do projeto Parque Capibaribe. O trecho abrange quase um quilômetro de extensão, entre as pontes da Torre e da Capunga, a Via-parque Graças. A primeira empresa deixou o contrato em junho e o município precisou fazer outra licitação. O documento será publicado na primeira quinzena do mês que vem. A previsão é concluir as obras dentro de 18 meses, ou seja, em agosto de 2020. A primeira etapa do projeto é o Jardim do Baobá, um espaço querido dos moradores da capital, aberto há dois anos.

Com a saída da primeira empresa do contrato, a Autarquia de Urbanização do Recife (URB) e o Inciti - pesquisa e inovação para as cidades, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), aprofundaram estudos para fazer uma licitação com mais segurança. Depois de publicada, em 13 de agosto, surgiram questionamentos de empresas interessadas e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os pontos foram esclarecidos e o material está pronto para ser lançado. Desta vez com algumas mudanças.

As duas passarelas sobre as pontes da Torre e da Capunga, por exemplo, foram suprimidas da segunda licitação. O número de praças saltou de duas para três. O mesmo aconteceu com o playground - que era um e agora serão dois – e com as áreas destinadas ao piquenique - que passaram de três para cinco. Outra novidade é a relocação da estação de tratamento da Compesa (no encontro da Beira Rio com a Rua das Pernambucanas), a instalação de um parque para cães, o ParCão, e de uma rampa dividida em três partes articuladas que permitem acessibilidade e descem e sobem de acordo com a maré, sempre com a inclinação exigida por lei, de 8,33%. A segunda licitação está orçada em R$ 35 milhões, recursos garantidos pelo Ministério das Cidades.

Enquanto o segundo trecho não fica pronto, os recifenses contemplam o Jardim do Baobá, com 100 metros, nas Graças. Antes o local era isolado por um muro rente à árvore, que tem 15 metros de altura. “Imagine se o lugar fosse cercado de prédios? Hoje é um ambiente diferente no Recife. Tem o baobá, tem o rio. Tudo isso gerou um espaço meio mágico”, define Luiz Vieira, arquiteto paisagista, professor da UFPE e um dos coordenadores do projeto pelo Inciti. O jardineiro Valdeci de Lima é o responsável pelos cuidados com o lugar. Ele tem atenção especial com o baobá. “Não deixo riscar a árvore porque isso a mata aos poucos. Vocês devem abraçar o baobá, meditar, sugar energias boas dele”, ensina.

Beatriz Câmara, 21 e o namorado, Pedro Atrock, 24, costumam ir ao jardim para conversar. “É um lugar difícil de encontrar no resto da cidade, perto da natureza”, diz a universitária. O casal também costuma fazer o passeio no rio ofertado por barqueiros. Marcela Cabral, 32, e Wellington Souza, 40, foram ao lugar pela primeira vez esta semana. “Achei um refúgio lindo. Só não gostei porque as pessoas jogam lixo nas águas”, disse ele. O projeto inteiro do Parque Capibaribe propõe parques integrados ao longo de 30 quilômetros das duas margens do Rio Capibaribe, beneficiando principalmente pedestres e ciclistas. A ideia é fazer as pessoas redescobrirem o rio com o uso de áreas de lazer. A intervenção substitui um projeto da década de 1990, que previa quatro faixas para carros. “No século 18, o rio era nosso mar”, disse Rúbia Campelo, diretora de Projetos da URB.



Fonte: Diário de Pernambuco | 21 de setembro de 2018

Um eixo que ajuda conectar negócios

Imbiribeira é uma bairro que serve de passagem para as pessoas e atrai alguns segmentos econômicos, inclusive o transporte de cargas aéreas

Muitas vezes, o perfil de determinado bairro relaciona-se intimamente com sua localização geográfica. É o caso da Imbiribeira, eixo de conexão do Centro da capital pernambucana com rodovias que ligam Pernambuco a outros estados e onde está sediado o Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre. É justamente devido à presença do equipamento que a Imbiribeira configura-se como polo onde acontece a expansão cada vez maior de um segmento de mercado crescente no Brasil: o transporte aéreo de cargas. É neste bairro que estão os Terminais de Logística de Cargas (Teca) Infraero, que intensificam cada vez mais os investimentos em melhorias e ampliações devido ao aumento da demanda por este tipo de transporte em todo o país. É, também, um polo atacadista e abriga uma grande quantidade de concessionárias. Um bairro múltiplo, macro, comercial, mas com moradores que vivenciam a familiaridade de uma vizinhança que se conhece há várias gerações.

O crescimento do transporte de cargas via aérea pode ser verificado a partir de estatísticas da infraero em relação à movimentação de cargas por mobilidade em toneladas. De acordo com dados disponíveis no site da instituição (http://www4.infraero.gov.br/), no mês de agosto, no Brasil, foram transportadas 9.984 toneladas de mercadorias. Dessas, 5.950 para importação e 4.035 para exportação. O destaque é para esse último item, cujas taxas dobraram no período de 30 dias. Em julho, haviam sido exportadas 2.587 toneladas.

Embora Recife não tenha acompanhado a tendência nacional de crescimento nesses dois meses (749,8 em julho e 599,6 em agosto), a situação no estado também é ascendente, segundo a Infraero, que não detalhou o porquê do período fora da curva.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, vários fatores influenciam o crescimento do movimento de exportações, mas para o caso específico da capital pernambucana, destacam-se dois principais: o primeiro foi a ampliação de ações comerciais por parte do concessionário privado que administra o Terminal de Logística de Cargas (Teca) do Guararapes - PAC Logística e Hangaragem, vencedora da licitação de concessão do complexo logístico -, que fomentaram novas operações. O segundo, a variação cambial que, com o aumento do dólar em relação ao valor do real, tornou os produtos brasileiros mais atrativos para o mercado internacional.

De saída // Principais produtos exportados a partir do Teca do Aeroporto do Recife

Porcentagem do total de volume movimentado:

60% - frutas (mamão e manga)
20% - peixes frescos (atum e saramunete)
8% - calçados
8% - produtos ortopédicos
4% - diversos (bagagens, peças industriais, cerâmica e etc)

Os principais mercados que recebem essas cargas estão na Europa, Estados Unidos e países asiáticos.



Fonte: Portal G1 | 05 de setembro de 2018

Traficantes ocupam área que pode receber imóveis do 'Minha Casa, Minha Vida' na Zona Portuária do Rio

Segundo concessionária, Rua do Livramento tem 14 locais que podem receber moradias populares; 5 mil unidades foram anunciadas por ministro. Região tem casarões usados como postos avançados do tráfico da Providência e barricadas.

Localizada na Gamboa, Zona Portuária do Rio, a Rua do Livramento é uma das áreas apontadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Área do Porto (CDURP) como espaço com grande potencial para construção de unidades populares na Zona Portuária do Rio de Janeiro. No entanto, para que isso aconteça, um problema grave precisa ser resolvido antes: a insegurança.

Na via, há forte presença de traficantes do Morro da Providência – os bandidos transformaram os antigos casarões construídos às margens da rua em postos avançados do tráfico de drogas.

Segundo o delegado Reginaldo Guilherme, existem três inquéritos na 4ª DP (Central) que investigam a presença de traficantes nos casarões da Rua do Livramento.

O local fica a apenas 1,5 quilômetro da Central do Brasil, onde funciona a sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Armados e, muitas vezes, misturados a moradores de rua que também invadiram os casarões, os criminosos mantêm estreita vigilância sobre quem passa pelo local.

"Eles ficam ali o dia inteiro, vendendo drogas no interior dos casarões e vigiando quem passa pelo local. Vários usam armas. Eles prestam bastante atenção às pessoas e carros que passam pela Rua do Livramento. Muitas vezes saem dos casarões e ficam próximos à saída do Túnel João Ricardo, não muito longe da Central e do acesso ao teleférico da Providência", disse um morador da Providência, que pediu para não ser identificado.

A Livramento é uma via crucial para o projeto de transformação da Zona Portuária em uma área residencial. Segundo levantamento feito pela própria CDURP, existem pelo menos 14 áreas que podem ser utilizadas como locais para a construção de moradias populares, incluídos imóveis do programa "Minha casa, minha vida".

No último dia 22, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, esteve no Rio e anunciou a intenção de construir cinco mil unidades habitacionais no local. O projeto está em discussão com a Caixa Econômica Federal.

Segundo a Secretaria Municipal de Habitação, técnicos estão na Zona Portuária e fazem o levantamento dos locais para a construção das unidades populares – a Rua do Livramento estaria entre esses espaços.

O problema da invasão de casarões por parte de criminosos no entorno do Morro da Providência existe há pelo menos oito anos.

Segundo o estudo "Um emaranhado de casos: tráfico de drogas, estado e precariedade em moradias populares", feito pelas pesquisadoras Patrícia Birman, Camila Pierobon e Adriana Fernandes, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em abril de 2010, pouco depois da inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade, diversos traficantes da Providência se transferiram para casarões da região.

"A Rua do Livramento está na base do Morro da Providência, os traficantes andam pela via quando querem. A polícia sabe disso, mas não consegue mudar essa situação", reclamou o morador.



Fonte: Portal NE10 | 05 de setembro de 2018

Preço de imóvel acumula queda real de 18%

De acordo com especialistas, apesar da queda, existe uma tendência da retomada do mercado imobiliário já no início de 2019

Com a economia andando de lado e o consumidor evitando fazer dívidas, o preço dos imóveis residenciais tem variado abaixo da inflação há mais de três anos e meio, segundo a pesquisa FipeZap. Desde dezembro de 2014, a variação do preço de compra da casa própria, em 20 cidades, perde da inflação, considerando a variação em 12 meses.

A queda real dos preços dos residenciais entre o começo de 2015 e agosto deste ano é de 18,2%. Assim, um imóvel que era vendido por R$ 500 mil em janeiro de 2015 seria ofertado hoje por cerca de R$ 408,8 mil. Neste ano, até agosto, houve uma queda real de 3,14% nos preços dos imóveis prontos.

A reversão de expectativas quanto ao crescimento do país este ano e as incertezas eleitorais em outubro devem postergar a retomada do mercado imobiliário em todo o país, na visão do economista Bruno Oliva, da Fipe. "O impacto das incertezas no mercado imobiliário é duradouro, porque o consumidor vai pensar muito bem antes de se aventurar em uma dívida que pode durar até 30 anos."

O pesquisador do Núcleo de Real Estate da Poli-USP João da Rocha Lima Júnior lembra que o mercado imobiliário, após uma onda de otimismo antes da crise, amargou uma desaceleração forte nos últimos anos. "O setor teve de se adequar, segurar preços e rever lançamentos para reduzir as perdas."

Na virada de 2014 para 2015, a deterioração da economia começou a se refletir na alta dos distratos - como é chamada a desistência da compra de imóveis novos. Um levantamento da Fitch, feito com nove empresas do setor, apontava que de cada 100 imóveis vendidos em 2015, 41 foram devolvidos.

Para o diretor de vendas da Lello, Igor Freire, os preços de imóveis variam abaixo da inflação porque vinham de uma sobrevalorização dos anos anteriores à crise. "Na média, hoje, o vendedor tem concordado em dar descontos de 7% a 10% para não perder a venda."

Matheus Fabricio, diretor executivo da rede de imobiliárias Lopes conta que, nas últimas 150 vendas feitas pelo grupo em São Paulo, a média de descontos que o comprador conseguiu foi de 9%. "Nos imóveis de alto padrão, chegou a 15%."
Desaquecimento

Com o desaquecimento do mercado, o proprietário foi obrigado a ceder e fazer uma avaliação realista do preço do imóvel, diz. Ele lembra de uma propriedade na zona sul de São Paulo que ficou mais de dois anos à venda, até que o dono aceitasse baixar o preço em 39%.

Na avaliação dos especialistas ouvidos pelo Estado, a tendência é que os preços dos imóveis não tenham uma variação significativa no começo de 2019, devendo voltar a registrar aumentos reais entre o fim do ano que vem e 2020.




Fonte: Diário de Pernambuco | 04 de setembro de 2018

Eleição presidencial e consolidação de uma agenda urbana nacional

School of London e professor associado da UFPE

A pouco mais de um mês das eleições presidenciais, continuo, assim como muitos brasileiros, indeciso quanto ao meu voto. Ciente da relevância desse pleito – provavelmente o mais importante desde a redemocratização do país – tenho procurado assistir com atenção a todas as manifestações dos candidatos, em busca de argumentos que fundamentem a minha escolha. Com propostas de governo (se é que podemos chamá-las assim) frágeis e repetitivas, os presidenciáveis reproduzem as vagas promessas de sempre. E o que mais me chama atenção é que, até o momento, nenhum deles mencionou a palavra urbanismo.

É fato que questões referentes ao planejamento territorial são de competência do governo municipal, portanto, de responsabilidade dos prefeitos e vereadores. Porém, a população urbana brasileira continua crescendo de forma acelerada e, atualmente, mais de 80% dos brasileiros vivem em cidades. Somos um dos países mais urbanos do mundo, mas não podemos dizer que somos um dos mais urbanizados. As metrópoles brasileiras apresentam déficit habitacional gigantesco, segregação sócio-espacial intensa, transporte público de péssima qualidade, violência urbana assustadora, além de muitas outras mazelas que caracterizam um quadro nacional de profunda crise urbana. A dimensão urbana mudou de escala e a única maneira real de melhorar a vida da grande maioria dos brasileiros é através de uma sólida proposta nacional de política urbana.

A Constituição de 1988 estabeleceu esse novo papel do governo federal no processo de planejamento municipal quando criou dispositivos constitucionais urbanísticos, regulamentados pelo Estatuto da Cidade (2001) e institucionalizados através da criação do Ministério das Cidades (2003). Entretanto, o aparato institucional criado para conceber e implementar as políticas urbanas nacionais ainda não foi capaz de produzir resultados expressivos no desenvolvimento das nossas cidades. Os poucos projetos concebidos pelo Ministério das Cidades que alcançaram repercussão nacional, como por exemplo o Programa Minha Casa Minha Vida, apresentam grandes deficiências técnicas já amplamente reconhecidas. Talvez por isso, a maior ingerência do governo federal nas questões urbanas não esteja sendo devidamente contemplada nos debates, e alguns candidatos podem estar até mesmo questionando a sua relevância. Um dos candidatos, inclusive, propõe explicitamente, se eleito, a extinção deste ministério.

O fortalecimento político-institucional do Ministério das Cidades e a consolidação de uma agenda urbana nacional serão imprescindíveis para o sucesso do próximo mandato presidencial. A recuperação da economia, tão aclamada pelos candidatos e seus eleitores, só trará benefícios concretos para a população se vier acompanhada de propostas consistentes de desenvolvimento territorial e de gestão urbana. Nada adiantará voltarmos a ser a sétima economia do mundo se isso não se transformar em melhoria da qualidade de vida das pessoas. Os protestos que explodiram nas principais cidades do país, em junho de 2013, em que as pessoas reivindicavam melhorias urbanas, demonstram que a população já percebeu a relação intrínseca entre qualidade de vida e cidade. Só falta agora os políticos entenderem que o instrumento capaz de realizar essa transformação é o urbanismo.