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Ambição de dobrar a receita e o ecossistema

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Ambição de dobrar a receita e o ecossistema

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Planos do Porto Digital, para os próximos seis anos, é crescer com parcerias com empresas privadas

Com um faturamento anual de R$ 1,7 bilhão e um total de 316 empresas instaladas, o Porto Digital pretende dobrar esses números nos próximos seis anos, com expectativa de reunir entre 500 e 600 empresas que gerem R$ 3,5 bilhões. Além disso, a projeção é de ter mais de 20 mil pessoas trabalhando no ecossistema, um crescimento de 122% em relação aos nove mil profissionais atuais. Para atingir a meta, o núcleo de gestão do parque tecnológico (NGPD) pretende fazer uma ampla reestruturação de estratégias, focando numa maior aproximação com o setor privado e com as próprias empresas que compõem o parque tecnológico, investindo em capacitação de mão de obra local, além de realizar uma forte requalificação do centro da capital pernambucana, a começar pelo Bairro do Recife.

“O NGPD não faz mais nada de modo sozinho. Vamos fazer com as associações (das empresas do parque), empresas, governos, isso porque não temos mais recursos públicos (a serem investidos)”, disse o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, durante apresentação do planejamento das ações a integrantes do ecossistema. “Precisamos fazer projetos que se mantenham sustentáveis do ponto de vista econômico. A única exceção será na parte de empreendedorismo, porque é fomento e vamos precisar de recursos públicos. O Sebrae, a AD Diper (Agência de Desenvolvimento Econômico do estado) serão parceiros importantes”, detalhou.

“A dificuldade que eu vejo do governo federal e das outras (administrações) é porque o estado brasileiro está em dificuldade, temos que reconhecer. O governo de Pernambuco não tem recursos suficientes para ficar aportando como aportou. O federal a mesma coisa”, disse Pierre, ressaltando que o parque tecnológico “não pode ficar refém da falta de recursos e precisa buscar soluções”.

Uma das iniciativas é estimular a ocupação do Bairro do Recife por profissionais que trabalhem nas empresas. Nas próximas semanas, será lançado, oficialmente, o primeiro projeto de moradia para a região. “Vamos capitanear junto com o setor privado. Queremos fazer co-livings, pequenas unidades habitacionais em que a galera mais jovem tope morar”, detalhou Pierre. Nesse caso, o Porto Digital vai ceder o imóvel e a empresa privada vai bancar a reforma. “Fiz um road show com várias incorporadoras do Recife que se mostraram interessadas. Não acredito que vá faltar recurso”. No longo prazo, a ideia é expandir para o bairro de Santo Antônio, também na região central e com custos mais baratos.

O Porto Digital terá uma sede física fora do estado, que vai funcionar em São Paulo. O parque tecnológico firmou uma parceria com o Inovabra, ação do Bradesco voltada ao setor de tecnologia, e vai utilizar um espaço em um prédio na Avenida Paulista. Da mesma forma, será disponibilizado uma área do Apolo 235, no Bairro do Recife, para as empresas vinculadas ao Inovabra.

FONTE: Diário de Pernambuco – Economia

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