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Reserva do Paiva sob nova gestão

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Reserva do Paiva sob nova gestão

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Grupos Ricardo Brennand e Cornélio Brennand passam a gerir bairro, cuja exploração foi aberta a construtoras, encerrando exclusividade da Odebrecht

O bairro planejado Reserva do Paiva, localizado no Cabo de Santo Agostinho, reposicionou sua estratégia a partir deste ano e a novidade deve chacoalhar o setor imobiliário de alto padrão. A gestão do bairro, agora com mais protagonismo dos Grupos Ricardo Brennand e Cornélio Brennand, abriu o mercado para outras construtoras atuarem no local, onde por mais de dez anos foi exclusividade da Odebrecht Realizações (OR). A nova composição, decidida pelos três grupos em consenso, prevê acelerar as construções no bairro, mantendo o alto nível nos projetos a serem lançados e aproveitando os sinais positivos que a economia vem dando para o segmento.

A OR se mantém no processo até concluir empreendimentos em fase de obras, mas já altera o seu plano, ampliando a atuação para todo o estado. A ideia é, paralelamente a um trabalho de reduzir os estoques no Paiva, já anunciar lançamentos em 2020, inicialmente na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Luís Henrique Oliveira, diretor da área imobiliária do Grupo Ricardo Brennand, destacou que a mudança vinha sendo discutida entre os três grupos, para redesenhar a forma de desenvolvimento do bairro. “Fizemos um ajuste na participação, colocando os grupos Ricardo Brennand e Cornélio Brennand à frente da gestão desse masterplan. O grande sucesso do bairro parte dessa revisão contínua dos processos e a qualidade implantada pelos projetos da OR serão a base para o que vier a ser desenvolvido no Paiva”, pontuou.

O processo de atração e escolha de investimentos agora passa a ser de responsabilidade dos dois grupos, assim como o relacionamento com a associação de moradores. “A nossa atuação vai buscar cada vez mais entender as necessidades dos moradores e empresas, na forma que vamos viabilizar esse novo ciclo de desenvolvimento, principalmente depois de anos difíceis e que, ainda assim, asseguramos uma massa crítica instalada de empreendimentos, com recorte residencial e empresarial, além de escola, hotel e serviços estratégicos, como mercados, restaurantes, farmácia e posto de gasolina, por exemplo”, destacou. “A conjuntura macro a partir deste ano, com o novo governo, já vem trazendo um novo ânimo e que esperamos que se reverta em aportes e principalmente em emprego”, complementou.

Luiz Roberto Hosrt, presidente da Iron House, braço imobiliário do grupo Cornélio Brennand, destaca que basicamente o bairro só ganha com a entrada de novos players da construção. “É a hora certa de abrir o mercado e atrair novos agentes para integrar um dos melhores projetos de desenvolvimento do país. A gente sabe que há ótimas incorporadoras, inclusive pernambucanas, e que podem contribuir com mais esse passo, mantendo a qualidade”, destacou.

O foco, inicialmente, deve ser em projetos residenciais, segundo Hosrt. “É um local muito equipado já. O Reserva do Paiva possui ótima escola, área corporativa excelente, um hotel de alto padrão e todos os agregados que a demanda exige. Como o nosso plano não inclui espigões, vejo demanda de novos prédios nos moldes do Vila do Corais, um excelente projeto no local”, antecipou.

Empreiteira ajusta sua estratégia de atuação no estado
Publicação: 06/02/2019 03:00

O plano da Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR) a partir de agora é concluir os projetos em andamento no bairro planejado, reduzir ainda mais os estoques e estudar as demandas de mercado, inicialmente na Região Metropolitana do Recife (RMR).

O ano passado, que representou o dobro de vendas de imóveis da construtora e reduziu o estoque de 50% para 35% no Paiva, era o sinal que o grupo precisava de que a economia estava reagindo e que a estratégia precisava se ajustar. Com a orla da zona sul saturada de imóveis de alto padrão, a OR observa com bons olhos a Zona Norte do Recife.

Ricardo Carneiro, diretor da OR, explica que a mudança construída com os Grupos Ricardo Brennand e Cornélio Brennand priorizou que nada provocasse impacto negativo no projeto geral, nem ao mercado e muito menos aos clientes. “Tudo foi pensado, na verdade, como um ajuste com reflexos positivos. Tivemos mais de dez anos de exclusividade no masterplan referência no Brasil e para o setor imobiliário e estamos entregando até início de 2020 mais projetos sustentáveis, que agregam qualidade, infraestrutura e cumprindo todos os requisitos necessários da vida moderna. Chegamos ao ponto de maturidade e somado à mudança de posicionamento da OR, a gente avaliou que dava para ter mais flexibilidade para trabalhar”, detalhou.

A ideia é expandir e, assim como no Paiva, se consolidar com projetos em todo o estado. “Continuamos acreditando na proposta do Paiva, achando um destino fantástico para investidores e empreendedores. Este ano vai ser de concluir os projetos e de estudo, de analisar possibilidades, realizar pesquisas de viabilidade para aparecer com um lançamento em 2020. A gente entende que não adianta lançar o melhor empreendimento e, sim, o melhor projeto para o melhor local para o público escolhido. É isso que sempre fizemos, tanto que a reação da economia já foi sentida pelo grupo, principalmente com as vendas dos estoques do Reserva do Paiva”, considerou.

A empresa comercializou R$ 120 milhões em vendas em 2018, mesmo com o cenário turbulento. “O número foi o dobro de 2017 e isso já colocou a nossa estimativa de 2019 para movimentar R$ 200 milhões em vendas, incluindo os estoques existentes e os lançamentos previstos para este ano”, analisou. Na agulha de lançamento, está o projeto Paradiso, com 156 unidades a serem entregues no fim deste mês. Ainda para este ano, o projeto Verano prevê 208 unidades e, até o início de 2020, o Acqua Marine, com 48 unidades à beira-mar.

FONTE: Diário de Pernambuco – Economia

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