Carregando

Tipo de busca

Imóveis x Fundos: qual o melhor para os pernambucanos?

Capa Clipping

Imóveis x Fundos: qual o melhor para os pernambucanos?

Compartilhar

Para ajudar quem pensa em apostar no setor em 2019, fizemos um pequeno guia comparativo das duas áreas

Compro um imóvel e alugo ou invisto o valor em fundos imobiliários com foco na rentabilidade mensal? Não há dúvida que cada um dos ativos tem seus prós e contras, como tudo na vida e nos investimentos. O cenário de incertezas na economia nacional é um complicador mas não pode ser impeditivo para quem quer fazer “o dinheiro trabalhar”. Todos os especialistas concordam que o primeiro ponto para quem busca algum desses tipos de investimento é identificar qual o seu próprio perfil enquanto investidor. Os imóveis têm o menor risco de perdas, ainda que ele exista. Os fundos têm a maior rentabilidade, ainda que maior risco de perdas. O valor inicial disponível para o investimento também vai indicar a maior ou menor rentabilidade e viabilidade do negócio. Para ajudar os pernambucanos que pensam em apostar no setor em 2019, fizemos um guia comparativo das duas áreas.

Imóveis são opção segura

Os lançamentos de imóveis novos cresceram 23,3% nos últimos 12 meses, enquanto as vendas subiram somente 8% no mesmo período, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Isso significa que ainda há estoques e oportunidades de negociação diante de um mercado reprimido. Para Gildo Vilaça, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE) e da construtora Vilaça, sempre é um bom momento para investir nesse tipo de bem. “O imóvel é um investimento palpável que pode vir qualquer mudança no governo e você não perde porque ali é cimento e tijolo. Nunca conheci uma pessoa que não tivesse o apartamento ou casa valorizado em um período de 10 anos. Na verdade, com o deficit brasileiro, só tende a valorizar porque existe muita gente de aluguel no Brasil. No Recife, que tem pouca extensão territorial, os imóveis vão ficar sempre mais caros”, explica. Nesta linha de raciocínio, ele confessa que a vantagem no mercado em 2019 estará com os compradores.

“Um exemplo é o flat que minha construtora está comercializando. Eu estou dando, na compra, o apartamento mobiliado, equipado e ainda garanto o primeiro mês de aluguel. Essa é uma estratégia que saí mais barata que dar desconto porque sei que existe demanda para o produto e eu não vou precisar pagar esse primeiro mês”, reforça. Para o gestor, mesmo com R$ 50 mil, já é possível investir neste mercado conseguindo fazer um financiamento que tenha parcelas compatíveis ao valor do aluguel. “No caso de quem não tem o valor total para pagar à vista, o cuidado necessário é, em caso de vacância, você tem que ter disponibilidade no orçamento mensal para assumir o valor das parcelas”, alerta. Uma vez definida a compra do imóvel, o investidor precisa focar no fator essencial do investimento: a localização. “Nada faz tanta diferença para quem quer investir num imóvel quanto a localização. Ela dá segurança em relação ao aluguel, porque locais onde existe uma infraestrutura desenvolvida são atrativos para todos os tipos de público”, ressalta Gildo Vilaça.

Neste caso, dois tipos de localização podem favorecer investidores, as mais consolidadas como Boa Viagem, Pina, Piedade, Jaqueira, Tamarineira, Parnamirim, Aflitos, Espinheiro, Graças, Casa Forte e Boa Vista e aquelas que estão em desenvolvimento como Cordeiro, Madalena, Torre, Encruzilhada, Cidade Universitária Campo Grande, Casa Caiada e Bairro Novo. “O básico para observar é se próximo ao imóvel tem hospital, escola, academia, lojas de conveniência, supermercado, posto de gasolina, padaria, lavanderia, salão de beleza e faculdades”, completa o presidente da Ademi.

O professor da pós-graduação em economia da Universidade de Pernambuco e da Faculdade Guararapes, Roberto Ferreira, afirma que o investimento em um imóvel é a opção mais segura para o cenário de incertezas atual no Brasil e analisa ainda que há outra escolha importante: é melhor comprar uma unidade pronta ou na planta? “Isso vai depender da capacidade financeira e da intenção do investidor. Se ele quer um retorno rápido, com certeza é melhor comprar um imóvel pronto, pois, com sorte, em 30 dias ele começará a receber o valor do aluguel. Se não existe pressa em relação ao rendimento desse aporte, é mais interessante comprar na planta uma vez que costuma ser mais barato e há maior margem para negociações.” Para o professor, as melhores opções são, respectivamente, comprar à vista, comprar diretamente com financiamento da construtora, comprar pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e, por último, o consórcio.

No calculo da rentabilidade, a conta comum é que cada aluguel gire em torno de 0,5% do valor do imóvel. Ou seja, numa apartamento de R$ 300 mil, a rentabilidade mensal deve ficar em torno de R$ 1,5 mil. Porém, quanto maior o imóvel, menor a taxa. Um imóvel de dois ou três quartos, vai ter uma taxa de 0,5% a 0,7% ao mês. Já para um flat, pode chegar a 1,2%. Ou seja, melhor investir em vários pequenos do que em um de quatro quartos.“É importante que quem busca investir faça as contas para saber se é possível arcar com custos mensais como condomínio e IPTU, fora os valores de marinha, em caso de demorar para alugar”, completa Ferreira. O aluguel recebido deve ser declarado no IR, segundo a Receita. O valor é isento de tributação se o imóvel estiver alugado a uma pessoa física e se o valor mensal estiver dentro do limite de isenção (no ano passado, foi de R$ 1.903,98). Do contrário, é preciso fazer o recolhimento mensal por meio do carnê, com alíquota entre 0,5% e 27,5%.

Investimento em fundo é mais flexível

Segundo os dados mais recentes divulgados pela Bolsa de Valores do Brasil (B3), entre janeiro e setembro deste ano, houve um salto no número de cotistas de fundos imobiliários atuantes no Brasil, que passou de algo em torno dos 100 mil para os atuais 178 mil, o recorde histórico desse tipo de investimento no país. A corrida tem explicação: os fundos imobiliários estão em alta há dois anos e devem fechar 2018 também no azul. Além disso, são investimentos com baixo valor inicial, maior liquidez e trazem o lastro da segurança do mercado de imóveis físicos, uma vez que as aplicações financiam novos empreendimentos reais. Mas, afinal, como funcionam os fundos imobiliários?

Basicamente, são fundos que aplicam os recursos no mercado imobiliário, incluindo prédios comerciais, shoppings centers e galpões logísticos, por exemplo. Suas cotas são negociadas na bolsa de valores brasileira (B3) e podem ser compradas e vendidas, bem como as ações das empresas. Assim como um imóvel próprio alugado, as cotas podem garantir uma remuneração mensal ao investidor. Porém, o retorno dos fundos costuma ser superior ao retorno obtido em um aluguel em comparação ao mesmo valor investido pois o gestor pode diversificar os investimentos e ter acesso a grandes empreendimentos. Outra vantagem dos fundos imobiliários é a isenção de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos. E, os investimentos em LCI (Letras de Crédito Imobiliário) até R$ 250 mil têm a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Porém, a venda das cotas com lucro é taxada entorno de 20%. Além disso, esses fundos podem cobrar taxas de administração e gestão.

Aristides Bezerra, sócio-diretor, Consultoria Financeira e Mercados de Capitais (Finacap), explica que não indica investir em uma coisa só, mas que os fundos são uma aposta garantida. “O valor mínimo pode ser R$ 5 mil e é um investimento isento de imposto, além disso, tem a rentabilidade melhor que a poupança e o CDB”, afirma Bezerra. Segundo ele, quanto mais famoso o banco, maior a segurança, logo, menor o rendimento. Já os bancos considerados de segunda linha, rendem mais, porém, neste caso, é indispensável um corretor. “Se o que a pessoa quer é um rendimento mensal para complementar a renda, tem várias opções que valem pelo aluguel. Não ter prazo de carência e a liquidez é outro grande benefício. O que é preciso observar é que a rentabilidade varia de acordo com a variação da taxa de juros e isso pode derrubar o valor das cotas e dos fundos bruscamente ao contrário do que ocorre com os imóveis físicos, que não têm uma grande variação mensal de valor”, ressalta.

Para o professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), André Magalhães, com a incerteza econômica e o estoque de imóveis do estado, o investimento em fundos imobiliários é claramente uma boa opção. “É preciso projetar, no caso de quem compra um imóvel, os custos do imóvel estar desocupado por seis meses, ai entra as taxas de energia, condomínio e IPTU, isso pode sim levar a um prejuízo, então, não é impossível ter prejuízo em imóveis”, afirma. Além dessas contas, há um gas

FONTE: Portal Pernambuco.Com – Economia / Foto: Peu Ricardo/DP

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *