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A matemática para o desenvolvimento

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A matemática para o desenvolvimento

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José Antônio de Lucas Simón é Presidente do Sinducon/PE.

Sendo um setor econômico de grande relevância na geração de empregos diretos e indiretos e mola propulsora da macroeconomia, a Indústria da Construção Civil não sai da mira dos analistas políticos, sociais e econômicos. Através do acompanhamento mensal de seu desempenho, pode ser analisada a eficiência das estratégias adotadas pelo poder público, bem como podem ser traçadas políticas de suporte para este desenvolvimento.
Uma das ferramentas para auxiliar tanto o poder público quanto a iniciativa privada nessa tarefa é a pesquisa “Sondagem da Indústria da Construção”, realizada mensalmente pela Fiepe, através da apuração de dados gerenciais e estratégicos das empresas de construção.

O relatório mais recente remete ao mês de julho, logo após o fechamento do primeiro semestre do ano de 2018. Talvez, quem sabe, o primeiro ano de saída da crise econômica que se instalou desde 2015. São avaliados tópicos como desempenho do setor expectativas, empregados, utilização da capacidade de operação e evolução do nível de atividade.

Antes de elencar aqui os achados da pesquisa, é pertinente destacar que seu sistema de avaliação ocorre por pontos, sendo 50 o divisor de águas. Valores acima disso indicam expectativas positivas ou ainda atividades acima do usual. Em julho, de acordo com a Sondagem, a Indústria da Construção Pernambucana operou com 66% de sua capacidade, revelando um acréscimo de 8% com relação ao mês anterior, indicando menor ociosidade.
Mas não será fácil chegar aos níveis de 2012, todos sabemos. Mesmo com um avanço na sua capacidade operacional, o indicador de nível de atividade em relação ao usual de Pernambuco foi de 40,9 pontos, ou seja, abaixo de 50. Ainda assim, houve um acréscimo de 4,7 pontos percentuais no desempenho de julho quando comparado com o mês anterior.

Um forte indicador dos rumos do setor é a empregabilidade, também abordada na Sondagem. Corroborando com os resultados do Ministério do Trabalho e Emprego, nos quais o setor vem gerando novos postos, mesmo de forma gradual e lenta, o indicador que mensura na pesquisa da Fiepe a evolução do número de empregados aumentou 11,1 pontos em relação ao mês anterior e marcou 52,2 pontos em julho – o que elevou o apontador acima da linha divisória dos 50 pontos. Não só isso: quando comparado com o mesmo período do ano anterior, houve aumento de nada menos que 19,5 pontos.

Com relação às expectativas para os próximos seis meses, os resultados, em geral, apontam otimismo por parte dos empresários da construção pernambucana. Os índices de nível de atividade, compras de insumos e matérias primas atingiram 62,9 e 62,2.

Dados como os citados acima atestam: gerar mais empregos, dotar a região de melhor infraestrututura e de quebra combater problemas como o défict habitacional e falta de sanemento básico tem receita certa: o incentivo a construção civil. Não vê quem não quer.

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