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Análise do Índice de Velocidade de Vendas de maio registra a participação dos bancos no mercado

Notícias O Construtor - 01 2017

Análise do Índice de Velocidade de Vendas de maio registra a participação dos bancos no mercado

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Em quase vinte anos desde a criação da pesquisa Índice de Velocidade de Vendas, realizada mensalmente pela Fiepe, muita coisa mudou no perfil do mercado imobiliário da Região Metropolitana do Recife. Ao menos é o que atesta a pesquisa que tem o objetivo de avaliar o comportamento de imóveis novos dentro de um universo de 46 construtoras que, juntas, representam cerca de 67% do mercado.

Um dado que chamaria atenção a uma década atrás, mas que hoje já faz parte do senso comum, é a origem dos recursos utilizados nas operações de compra do imóvel. Se nos primeiros anos do IVV a parcela de negócios fechados utilizando financiamentos bancários mal chegava a 1% do total, hoje pode-se dizer que essa utilização está presente em praticamente metade dos contratos.

De acordo com a análise da pesquisa de maio, a mais recente divulgada pela Fiepe, as linhas de credito dos bancos voltadas para o mercado imobiliário apareciam como opção em 43,9% das ofertas e foram utilizadas na aquisição de 48,2% dos imóveis vendidos no mês em questão.

Ainda com relação à origem dos recursos utilizados nas vendas, 16,8% das operações ocorreram com recursos próprios, 6,8% na forma de condomínios fechado, e 28,1% com as linhas do programa de habitação Minha Casa, Minha Vida.

De acordo com a pesquisa, o IVV em maio teve índice de 7,7%. Foi o melhor resultado nos últimos 12 meses.
Para se ter uma ideia, o índice em maio de 2016 havia sido de 5,2%. Em abril de 2017, por sua vez, foi de 6,1%, tendo chegado a 3,7% em fevereiro.

Mercado Imobiliário em números – Segundo a pesquisa do IVV, em maio foram ofertadas 7.117 unidades, das quais 1.666 estavam vinculadas ao Minha Casa, Minha Vida, e 5.451 a outros recursos. Do total de ofertas, foram comercializadas 541 unidades, sendo 152 através do Minha Casa, Minha Vida, e 389 utilizando outros recursos.

No mesmo período, foram registrados entre as empresas que fazem parte da pesquisa 98 lançamentos – um número bem superior ao que havia sido encontrado em abril para este mesmo item: 32.

Quanto a área dos imóveis envolvidos na pesquisa, tanto a oferta quanto a venda tiveram em primeiro lugar unidades que iam de 35 até 70 metros quadrados, sendo 72,5% das ofertas e 78,6% das vendas. O que nos leva a uma análise por número de quartos. Entre as ofertas, 53,2% eram imóveis com dois quartos, 31,1% com três, 9,8% com um quarto e 5,9%
com quatro ou mais. Do montante vendido, 70,8% tinham dois quartos, 16,3%, três quartos, 8,1% tinham quatro quartos ou mais e 4,8%, apenas um quarto. No tocante ao estágio da obra, as ofertas estiveram bem equilibradas: 22,4% na planta, 15,5% na fundação, 14,7% na estrutura, 26,4% no acabamento e 20,9% prontos.

Quanto as vendas, 12,2% dos imóveis estavam na planta, 22,6% na fundação, 18,9% na estrutura, 23,3% no acabamento e 23,1% prontos.

A pesquisa realizada pela Fiepe tem o apoio e colaboração do Sinduscon-PE e da Ademi-PE.

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